21 de Outubro: Falece o Visconde de Mauá, o pioneiro do capitalismo Sul-americano

Irineu Evangelista de Sousa, o barão e, posteriormente, Visconde de Mauá (1813-1889), gaúcho natural de Arroio Grande, foi um grande empreendedor multinacional do Brasil Imperial durante o reinado de Dom Pedro II. Também foi deputado provincial pelo Rio grande do Sul por três mandatos.

Comerciante, armador da Marinha, industrialista e banqueiro, Mauá foi responsável por várias proezas tecnológicas e industriais que impulsionaram a economia e a indústria brasileira no século XIX. Dentre elas estão:

-A implantação da primeira fundição de ferro no país;

-A construção do primeiro estaleiro brasileiro em Niterói;

– Iniciação a exploração do rio Amazonas e afluentes, bem como o rio Guaíba e afluentes, no Rio Grande do Sul, com barcos a vapor;

– Instalação da iluminação pública a gás na cidade do Rio de Janeiro;

-Criação do primeiro banco privado do Brasil;

-Construção da primeira ferrovia brasileira, a estrada de ferro Mauá, no atual estado do Rio de Janeiro;

– E a instalação do cabo submarino telegráfico entre a América do Sul e a Europa.

Mauá ganhou o título de barão após ter construído a primeira ferrovia na América do Sul e foi o primeiro grande empreendedor industrial da América do Sul.

Foi precursor, no Brasil, do liberalismo econômico, defensor da abolição da escravatura, da valorização da mão-de-obra e do investimento em tecnologia. No auge da sua carreira (1860), controlava dezessete empresas localizadas em seis países (Brasil, Uruguai, Argentina, Inglaterra, França e Estados Unidos). No balanço consolidado das suas empresas em 1867, o valor total dos ativos foi estimado em 115 mil contos de réis (155 milhões de Libras Esterlinas), enquanto o orçamento do Império, no mesmo ano, contabilizava 97 mil contos de réis ( 97 milhões de Libras Esterlinas).

Faleceu em Petrópolis,já em situação financeira estável, na então Província do Rio de Janeiro, às vésperas da Proclamação da República.

Visconde de Mauá

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