22 de Junho de 1945. Neste dia chegava ao fim a Batalha de Okinawa

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Tratou-se da maior operação de desembarque anfíbio do Pacífico, envolvendo 4 divisões do exército e 3 divisões de fuzileiros navais, totalizando quase 200 mil militares.

Foi também a mais custosa em termos de vidas japonesas.

Começou no dia 1 de Abril de 1945 com desembarques múltiplos em diversos pontos da costa oeste da ilha. Os primeiros dias seriam estranhamente calmos para os norte-americanos, que conseguiriam avançar rapidamente para o interior, mas alguns dias depois seriam paralisados diante de várias linhas defensivas japonesas.

Os combates foram brutais, sangrentos e desesperados. Os japoneses, seguindo o “hábito” até então, lutavam até à útlima bala e em seguida lançavam-se em ataques suicidas com pás, picaretas, facas e baionetas.

A população civil da ilha também participou ativamente nos combates, inspirados pelos discursos dos militares japoneses. De uma população de 300 mil pessoas, cerca de 150 mil (praticamente todos os homens com mais de 14 ou 15 anos) morreram em combate, participando em ataques “quase” suicidas em unidades de milícia.

A defesa de Okinawa estava sob a responsabilidade do 32º Exército Japonês, composto por 77 mil soldados, mas foram auxiliados por dezenas de milhares de milicianos, alguns deles armados apenas com facas ou utensílios agrícolas.

Dentre os americanos as baixas seriam altíssimas, ultrapassando os 20 mil mortos, com outros 55 mil feridos.

Entre os militares japoneses as baixas foram astronômicas. No total, incluíndo as unidades de civis milicianos, o número de baixas pode ultrapassar (dependendo das fontes) os 260 mil!

Foi também durante a Batalha de Okinawa que os japoneses lançaram o maior número de ataques Kamikaze de toda a guerra. 1.465 aviões Kamikaze lançaram-se contra a frota norte-americana ancorada à volta de Okinawa, causando milhares de baixas entre os marinheiros.

Durante a Batalha de Okinawa muitos civis japoneses suicidaram-se em massa. A propaganda japonesa anunciava em alto-falantes e em transmissões radiofônicas que os norte-americanos iriam matar, escravizar e violar os civis da ilha, orientando-os a lutarem contra o avanço inimigo ou, caso não fosse possível, que se suicidassem.

Por esse motivo estima-se que dezenas de milhares de civis tenham se suicidado nos estágios finais da guerra.

O número incrivelmente elevado de baixas, os ataques Kamikaze e os suicídios em massa dos civis teriam um peso significativo na decisão norte-americana de avançar com o lançamento das bombas atômicas sobre o Japão.

Os estrategistas norte-americanas deduziram que, se numa ilha tão pequena o número de baixas foi tão elevado, o que não aconteceria nas ilhas principais do Japão ou em Tóquio?

De acordo com estimativas preliminares e fazendo uma simples extrapolação numérica tendo em conta o número de habitantes e de militares, os norte-americanos acreditavam que se desembarcassem nas ilhas principais do Japão o número de mortos entre os japoneses poderia ultrapassar facilmente os 2 milhões de militares e civis.

A experiência norte-americana em Okinawa acabaria com a discussão que ainda reinava no Alto Comando Militar norte-americano. Para evitar um derramamento de sangue sem precedentes, as bombas deveriam ser lançadas.

Fuzileiros navais norte-americanos avançando por Okinawa.

Mapa indicando os locais de desembarque na ilha de Okinawa.

O porta-aviões USS Bunker Hill após ter sido atingido por 2 Kamikazes no espaço de apenas 30 segundos.

Crianças-soldados capturadas em Okinawa.

Fuzileiros navais norte-americanos desembarcando em Okinawa.

Engenheiros militares acompanhando a demolição de posições defensivas japonesas em Okinawa.

Fonte. Hoje na Segunda Guerra Mundial – Link: https://www.facebook.com/hojenasegundaguerramundial/?fref=ts

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