A independência do Brasil

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“As Cortes de Portugal querem nos escravizar! De hoje em diante as nossas relações estão cortadas! Eu nada mais quero do governo de Lisboa! Nenhum laço nos une mais! Pelo meu sangue, pela minha honra e pelo meu Deus, juro promover a independência do Brasil! INDEPENDÊNCIA OU MORTE!!!”

E foram com essas palavras, no dia 7 de setembro de 1822, que foi proclamada a independência do Brasil. E com isso, o Príncipe-Regente Dom Pedro tornar-se-ia o primeiro Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo deste imenso Império do Brasil.

Após a Revolução Liberal em Portugal em 1820 exigir o retorno da Família Real Portuguesa, então no Brasil, para Lisboa – o que ocorreu em março de 1821, Sua Majestade El-Rei Dom João VI nomeou seu filho e herdeiro, Príncipe Dom Pedro, como Regente do Reino do Brasil, permanecendo no Rio de Janeiro.

Mais tarde, entretanto, isso não agradou nem um pouco as cortes portuguesas, que tinham como objetivo rebaixar o Brasil novamente à condição de colônia de Portugal – sendo que o Brasil estava, desde 1815, em condição igual de união real com sua ex-metrópole, Portugal – ambos Reinos constituintes do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

Ao final de 1821, começo de 1822, as cortes de Portugal exigiram o retorno do Príncipe Dom Pedro e mandaram tropas ao Brasil para que isso fosse realizado. Em 9 de janeiro de 1822, após receber um abaixo-assinado contendo mais de 8000 assinaturas de moradores do Rio de Janeiro pedindo por sua permanência, Dom Pedro proferiu a frase que marcaria o dia na história:

“Se é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto, diga ao povo que fico!”

Este dia ficou conhecido como ‘Dia do Fico’. Após isto, o Príncipe ordenou às tropas enviadas pelas cortes para que retornassem À Portugal e avisassem de sua permanência na terra que aprendeu a amar, para lutar pelo povo que o abraçou.

Diante das respostas negativas e ameaças de Lisboa, enquanto Dom Pedro viajava pelas províncias do Reino, não havia outra alternativa. Sua esposa, Leopoldina de Habsburgo, Regente do Reino durante a ausência de seu marido na capital, assinou, em 2 de setembro de 1822, junta dos ministros de estado, o decreto que declarava formalmente a independência do Brasil, e o fez correr para que chegasse o mais rapidamente possível às mãos de Pedro, em São Paulo.

No dia 7 de setembro de 1822, voltando de Santos, parado às margens do rio Ipiranga, Dom Pedro recebeu três cartas: Uma de seu pai, El-Rei de Portugal, com ordens para que voltasse para Portugal, se submetendo às Cortes. Uma de José Bonifácio, o aconselhando a romper com Portugal, e a outra de sua esposa Leopoldina, apoiando a decisão do ministro e advertindo:

“O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece”.

Dadas as circunstâncias críticas em que se encontravam o Brasil, Dom Pedro fez valer o decreto assinado por sua esposa Regente e pelos Ministros 5 dias antes. Estava proclamada a independência do Brasil pelas palavras ditas ao início do texto.

Estava fundado o Império do Brasil.

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