A Batalha de Bastogne ou Batalha do Bolsão (20/12-27/12/1944)

“Quando vou me deitar em uma noite fria penso: Que bom que não estou em Bastogne”

Veterano de guerra da Easy Company


Tida como o última batalha em palco europeu durante a Segunda Guerra Mundial, a batalha de Bastogne foi a última tentativa, por insistência do próprio Hitler, para tentar virar o jogo em setembro de 1944, tendo em vista que a Alemanha só vinha perdendo desde Stalingrado e que a União Soviética já marchava em território alemão rumo a Berlim.

Bastogne fica localizado no meio das Ardenas, nos alpes da Bélgica, um local nada comum para uma incursão militar e conhecido entre os praças por “paraíso”, já que o local se tratava de um acampamento para militares feridos e em repouso, e por ser em grandes altitudes, dificultaria incursões militares, já que possui uma temperatura muito baixa, além do fato de a cidade ser envolvida por uma mata muito densa, o que dificultaria muito a movimentação dos temidos tanques de guerra alemães Panzer, muitos generais diziam para seu füher que uma invasão aquela altura, mesmo se fosse bem-sucedida, tiraria dos fronts, que batalhavam nos dois lados da Alemanha, uma grande quantidade de soldados para sustentar a batalha que estaria por vir. Mas isso de nada adiantou, Hitler insistiu que a cidade de Bastogne, mesmo sobre um rigoroso inverno dos alpes, seria o ponto de virada para uma possível vitória alemã, e de fato foi um ponto da guerra que confirmou a vitória, mas dos aliados.

No dia 20 de dezembro, logo pelo início da manhã, as divisões Panzer faziam o cerco a cidade e transformaram o “paraíso” dos praças em um inferno logo quando começaram a abrir fogo. Devido as baixas temperaturas, formou-se uma densa névoa que dificultou o apoio aéreo, e como a cidade estava cercada, todos os meios de comunicação e suporte possíveis naquela circunstância eram improváveis e impossíveis.

Essa batalha ficou conhecida como “Batalha do Bolsão” justamente por causa do isolamento da cidade que os alemães causaram com o cerco, que gerou uma forma de “bolsão” de isolamento, tanto de suprimentos quanto de suporte tático, porque devido ao intenso inverno belga, só os oficiais de alto escalão tinham um panorama da cidade e saberia por onde talvez os alemães concentrariam os esforços de guerra, mas as tropas e as divisões de tanques alemãs estavam muito bem distribuídas ao redor da cidade.

No dia 23 do mesmo mês, o tempo clareou e a névoa que envolvia Bastogne se dissipou, fazendo com que, então, os aviões de reconhecimento pudessem enfim sobrevoar a cidade para mapear para que o comandante da divisão de tanques americana, General George Patton, e a famosa companhia de paraquedistas 101, a Easy Company, famosa pelos seus feitos no Dia D (link do post abaixo), e pela sua atuação na Batalha de Bastogne, retratada na maravilhosa e recomendada pelo CDC que aqui vos posta série “Band of Brothers”, que mostra a trajetória dessa companhia com relatos de veteranos sobreviventes de todas a batalhas travadas pela Easy na Segunda Guerra.

No dia 25 tinha início a operação de rompimento e aniquilação do cerco feito em volta da cidade com ajuda do 3° Exército, sob liderança de Patton. A batalha durou apenas dois dias e terminou com a rendição das divisões alemãs sitiadas em Bastogne.

CURTA O CONSERVADORISMO DO BRASIL NO FACEBOOK

COMENTÁRIOS