Bomba Atômica, uma arma e muitos requisitos

Muito se ouve dizer sobre o armamento nuclear e seu alto poder de destruição, mas o fato é que a arma de destruição em massa de maior potência da atualidade sofre com um grave problema, ela não é tão eficaz assim.

O grande defeito dela?

Ela precisa atender certos requisitos para que possa ser usada em campo militar.

O primeiro deles é que ela precisa ser detonada em uma distância idealmente perfeita do alvo para que o seu potencial de destruição seja alcançado, detoná-la no solo significa que a onda de impacto causada pela explosão pode não gerar danos suficientes as estruturas inimigas alvejadas e contaminar indevidamente a região com uma radiação que demoraria milênios para ser dispersa.

O segundo ponto da bomba atômica está em relação a sua logística, é preciso de bombardeiros especializados para seu transporte, como os ingleses B-52 e os Tu-95 russos. Além do mais precisam de escolta apropriada e geralmente precisam de longas distâncias para realizarem manobras áreas de escape ou reposicionamento, em relação aos rápidos caças modernos. Outro ponto importante a ressaltar são os submarinos com capacidades de lançarem ogivas nucleares, estes mais eficazes e seguros, de difícil detecção e capazes de ficar por até um ano submersos.

O terceiro e talvez mais impactante fator é o alto custo da manutenção e operação deste armamento, segundo um estudo de 2012 da rede Global Zero a Rússia gastou aproximadamente 14 bilhões de dólares com este tipo de armamento, e a China 7,6 bilhões. Estes são apenas dois dos representantes, a Coréia do Norte gasta outros 700 milhões de dólares. Esta diferença entre Coréia do norte e Rússia não quer dizer o quão eficaz é sua utilização em relação ao preço, mas sim o quão assombrosos podem ser os gastos envolvendo toda operação nuclear, pois a Coréia do Norte tem um ínfimo de tamanho território em relação à extensa Rússia enquanto gasta cerca de dois milésimos desse valor sem ter no mínimo a capacidade de lançamentos seguras deste armamento.

E em relação ao tema, bomba nuclear é mais barato e ajuda a proteger melhor o país?

Em relação aos meios econômicos pode realmente parecer mais econômico ter armamento nuclear, em contra partida, todo cuidado é pouco, altos investimentos em infraestrutura de segurança, proteção, atualização de projetos antigos, entre outros fatores, não entram geralmente nos cálculos dos gastos de armamentos nucleares, nem seus vetores de transporte capazes de executar seu objetivo com a maior taxa de acerto possível.

Exemplo bem clássico desses requisitos encontra-se em seu primórdio.

Durante sua primeira utilização, a bomba nuclear assustou o mundo com potentes rajadas de destruição sobre Hiroshima e Nagasaki. Em contrapartida em alguns dias estas cidades já começaram a ser reerguidas dos escombros.

Cidades como Tóquio e Berlim demoraram mais tempo para serem reconstruídas, pois as bombas de explosões e incendiárias eram muito mais destrutivas que as bombas nucleares.

Em relação a este último caso, realmente a bomba nuclear se sobressai com um custo muito menor em relação ao bombardeio

tradicional.

A última questão que envolve por fim a utilização do armamento nuclear em guerras modernas é uma velha questão, porque destruir o solo que um dia eu poderei plantar?

É preciso neutralizar seu inimigo, o militar e politico, mas não contaminar seus recursos estratégicos e a futura mão de obra do (falso) vencedor.

Existem outras questões envolvendo a bomba nuclear, como soberania, competência tecnológica, e até avanços na área de saúde e medicina (sim primeiro veio a bomba, depois o seu uso), mas estes podem ser considerados coadjuvantes ao mal verdadeiro que ela provoca.

Em resumo, as vantagens e desvantagens podem ser compreendidas de uma forma coletiva, ou seja, pensar em nível de mundo e ambições politicas, para o lado de simples pessoas com nós, os problemas são gigantescos.

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