Carlos Magno – O pai da Europa

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Carlos I, o Magno, Rei dos Francos e dos Lombardos, Imperador Romano e Pai da Europa. Esse era o título completo carregado pelo homem que elevou, tanto o feudalismo quanto o catolicismo, ao status de dominantes no continente europeu até sua morte no dia 28 de Janeiro do ano 800 depois de cristo. A sua herança foi a cristianização de diversos povos eslavos e germânicos do centro e do leste europeu além dos estados que futuramente originariam o primeiro reich alemão e a França.

Não se sabe ao certo quando nasceu e nem mesmo onde mas a data varia entre a quarta e a quinta década do ano 700 na região onde fica a subdivisão administrativa da Valônia na Bélgica. Sua infância foi um quanto conturbada pelo fato de, primeiro, ser um filho bastardo do rei Pepino, o breve, do qual o pai sempre relutou em legitimar. Só o fez por conta das condições da época já que seus filhos Pepino II morrera prematuramente e, mais tarde, se filho Clotário, restando apenas Carlos (mais velho), Carlomano e Adelaide. A sua origem bastarda o seguiria por toda vida, principalmente com a designação de seu irmão mais novo como herdeiro e constantes maus-tratos que seu pai lhe dava na infância. Mesmo não sendo seu filho, Berta sempre acolheu o jovem Carlos e o protegeu. Um dos episódios mais marcantes, Carlos Magno estava paralisado de medo, branco, olhando fixamente para um corpo em alto estado de decomposição. Pepino pegou-o pela gola do robe e esfregou seu rosto no defunto e em seguida atirou-o num monte de estrume. Outras evidências diziam que Carlos Magno possuía uma voz fina que lhe atrapalhava no encargo de líder, porém, não possuía nenhum sinal de caxumba ou coisa do tipo.

A rivalidade entre Carlos Magno e Carlomano teve origens na infância e se prolongariam até a vida adulta quando Pepino morreu e seu reino que deveria ir apenas para Carlomano acabou se dividindo em dois. Isso graças a certa popularidade que o Carlos Magno havia adquirido entre os francos após participar de algumas campanhas e demonstrar grandes capacidades administrativas. Um conselho de nobres resolveu dar à Carlos o título de Maior Domus, prefeito do palácio, assim como as terras que constituíam as bordas do reino franco enquanto Carlomano recebeu o chamado miolo, as terras internas, com poucas fronteiras. A ideia era manter um reino estável como já havia feito antes onde os herdeiros cooperavam entre si para manter o reino como um todo. Por mais que Carlos Magno e Carlomano se odiassem, não houve conflitos, misteriosamente Carlomano morreu com cerca de poucos 20 anos de vida. Aproveitando-se da situação, Carlos Magno, habilmente, usurpa o título do irmão unindo o reino fragmentado e exilando os sobrinhos.

O governo de Carlos fora excepcional para o Reino dos Francos. Executou diversas manobras militares e muitas delas foram importantes, até mesmo para o crescimento do poder da igreja na idade média. Com o final da guerra contra os Lombardos da Itália boa parte das terras foram cedidas ao que seria chamado de Estados Papais. Carlos Magno executaria expansões contra diversas tribos pagãs em nome do catolicismo levando a conquista e a conversão dos saxões que, em um momento, Carlos ordena a destruição do Irminsul. Se tratava de um símbolo pagão que representava a árvore de Yggdrasil , um monumento esculpido em um longo tronco de carvalho que servia como templo para os saxões. Em outras campanhas mais futuras haveria a subjugação e conversão de outros povos eslavos como os Tchecos, Boêmios, Morávios, Croatas e Sérvios, também a de um povo turco, os Ávaros. E por fim, e não menos importante, houve sua intervenção no norte da Espanha, contra os Mouros, onde este adquiriu os territórios que compreenderiam a Marca Espanhola, uma faixa próxima aos Pirineus que passou a ser comandada pelos Francos.

Quando morreu, Carlos deixou um Império que compreende hoje a França, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Alemanha (com exceção dos territórios na Jutlândia), Suíça e Áustria, tendo partes da Espanha, Itália (até um pouco abaixo do centro da península), Eslovênia e Rep. Tcheca (parte mais ocidental). Seu império foi passado adiante para seu filho e herdeiro Luís, o Piedoso, e, em seguida, dividido entre seus netos dando origem aos Reinos Francos Ocidental e Oriental, além de uma extensa faixa de terra entre ambos que ficou conhecida como Lotaríngia – Terras de Lotário – ou França Meridional. A dinastia Carolíngia atingiu seu ápice do governo de Carlos e permaneceu como a maior da Europa por boa parte da Alta Idade Média.

Carlos Magno – O pai da Europa

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