A Guerra Franco-Prussiana

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A Guerra Franco-Prussiana foi um conflito armado ocorrido entre 1870 e 1871 pelo controle da Alsácia-Lorena. Travada entre Prússia – com apoio da Confederação da Alemanha do Norte – e a França – comandada por Napoleão III – a guerra foi significativa para a queda do Segundo Império Francês e para a Unificação Alemã, estimulando, ainda, o revanchismo francês, um dos motivos da Primeira Guerra Mundial.

Após as Guerras Napoleônicas e a Guerra da Crimeia, Otto Von Bismarck, chanceler prussiano, iniciou um processo de unificação dos Estados Germânicos sobre a liderança da Prússia. Após a Guerra dos Ducados e a Guerra Austro-Prussiana, contra Dinamarca e Áustria respectivamente, restavam apenas os Estados do Sul para serem unificados. Bismarck chegou a conclusão de que o melhor meio para isso seria uma guerra contra a França, estimulando assim um nacionalismo alemão nos Estados sulistas.

Após uma crise envolvendo a sucessão do trono espanhol, na qual o principal candidato era prussiano – o que gerou um grande protesto francês – os franceses, através de Napoleão III, começaram a mandar cartas para o monarca prussiano Guilherme I, atacando o crescimento da Prússia. Bismarck, se aproveitando de uma carta escrita por Guilherme I, alterou o seu conteúdo, insultando o monarca francês e dando, assim, início à guerra.

A Prússia, contando com o apoio dos Estados Germânicos do Sul e com a presença do estrategista Helmuth von Moltke como chefe do Estado-Maior, avançou para dentro do território francês. Em contraste com a ineficácia da mobilização de tropas francesa, a ofensiva alemã foi extremamente eficiente, conseguindo expulsar as tropas francesas da Alsácia. Napoleão III em pessoa, passou, então, a liderar um exército destinado à libertação do general francês François Achille Bazaine, cercado em Metz. Todavia, acabou também cercado pelos alemães, na batalha de Sedan, que decidiu o conflito.

Capturado e desacreditado aos olhos franceses, Napoleão III deixou de ser Imperador. Um novo governo francês surgiu, estabeleceu a república e viu a sua capital, Paris, cercada e sitiada. O principal líder do novo governo, Léon Gambetta, fugiu de Paris em um balão rumo ao interior, de onde tentou reorganizar o exército. Surgiram 36 divisões, todas fracassadas. Em 28 de janeiro de 1871 ocorreu a capitulação oficial de Paris. Thiers, um político francês, assumiu como líder do executivo e solicitou, junto à Bismarck, um armistício. O acordo foi assinado em 26 de fevereiro e gerou revolta da população, que depôs Thiers e estabeleceu a Comuna de Paris.

Quanto à situação dos Estados Germânicos, a vitória em Sedan estimulou o nacionalismo no sul da Alemanha e os estados de Hesse, Baden, Baviera e Württemberg entraram na Confederação. A Unificação Alemã estava, finalmente, completa.

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