O Barão Vermelho

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Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen, nascido a 2 de maio de 1892 na cidade de Breslau, no Império Alemão, território da atual Polônia, foi um piloto de caça alemão durante Primeira Guerra Mundial, considerado ainda hoje como o “ás dos ases”. 

Nascido em Breslau, Silésia, no então Império Alemão (agora Wrocław, Polônia), Richthofen foi o segundo de quatro irmãos. Seus pais eram o oficial de cavalaria Albrecht Freiherr von Richthofen (1859-1920) e sua esposa, Gwendolyn, descendente de uma longa linhagem de militares e aristocratas.

Quando tinha nove anos de idade mudou-se com a família para Schweidnitz (atualmente Świdnica, Polônia). Em sua juventude, Richthofen apreciava equitação e caça. Fez o ensino básico em casa e foi estudar na Inglaterra, no Lincoln College em Oxford. Depois disso ingressou na escola militar. Após terminar o treinamento de cadete, juntou-se ao Regimento de Ulanos nº 1 da cavalaria em 1911.

Richthofen era um Freiherr (literalmente “Senhor Livre”), um título de nobreza frequentemente traduzido como “Barão”. Esse título não era um nome nem um direito hereditário, visto que todos os membros masculinos da família o usavam, mesmo enquanto seu pai ainda estava vivo.

Quando estourou a Primeira Guerra Mundial, era um oficial de reconhecimento da cavalaria e foi chamado ao dever nas frentes ocidental e oriental, entrando em ação na Rússia, na França e na Bélgica; no entanto, com o advento da “guerra de trincheiras”, tornando as operações da cavalaria tradicional ineficientes e obsoletas, o regimento de Richthofen foi extinto, e ele passou a servir como entregador de correspondência e operador de telefone de campo.

Seu interesse por aviação aumentou quando ele examinou um avião militar alemão atrás das linhas, e ele solicitou transferência para o Serviço Aéreo Imperial Alemão. Para sua surpresa, seu pedido de transferência foi aceito, e ele se juntou ao serviço aéreo no fim de maio de 1915.

Entre Junho e Agosto de 1915, Richthofen foi um observador em missões de reconhecimento sobre a Frente Oriental. Depois de um encontro casual com o piloto de caça e ás da aviação, Oswald Boelcke, Richthofen iniciou o treinamento para piloto em outubro de 1915. Em março de 1916, ele se juntou ao Esquadrão de bombardeio No. 2, voando um Albatros C.III biposto.

Inicialmente, ele pareceu ser um piloto abaixo da média, tendo dificuldades para controlar o avião e caindo logo no seu primeiro voo nos controles. Apesar do seu início ruim, ele se adaptou ao avião rapidamente. Sobre Verdun em 26 de abril de 1916, ele disparou contra um Nieuport francês, derrubando-o sobre Fort Douaumont, no entanto, mais uma vez, sua vitória não foi oficializada. Uma semana depois, ele decidiu ignorar os conselhos de pilotos mais experientes, contra voar numa tempestade. Ele relatou mais tarde, “ter tido sorte em passar pela tempestade”, e nunca mais tentou voar nesse tipo de situação a não ser sob ordens.

Depois de um período pilotando aviões biposto na frente oriental, ele encontrou Oswald Boelcke novamente em agosto de 1916. Boelcke, visitando a frente oriental em busca de candidatos para a sua recém formada unidade de caça, selecionou para se juntar ao esquadrão de caça Jasta 2. Richthofen venceu seu primeiro combate aéreo com o Jasta 2 sobre Cambrai, França em 17 de setembro de 1916.

Depois de sua primeira vitória confirmada, Richthofen encomendou uma taça de prata gravada com a data e o tipo do avião inimigo de um joalheiro em Berlim. Essa era uma prática oficial e corriqueira que havia sido descontinuada naquela época. Ele continuou com essa prática até colecionar 60 taças, quando as limitações no fornecimento de prata na Alemanha o forçaram a interromper essa prática.

Em vez de usar táticas agressivas e arriscadas, como seu irmão Lothar (40 vitórias), Manfred seguia apenas uma série de orientações básicas (conhecidas como “Dicta Boelcke”) para assegurar o sucesso do esquadrão e de seus pilotos.[16] Ele na verdade, não era um piloto espetacular ou acrobata, como seu irmão ou o renomado Werner Voss. Por outro lado, ele era um estrategista notável, um excelente líder de esquadrão e um ótimo atirador. Geralmente ele atacava de cima para ter a vantagem do Sol atrás dele, com outros pilotos cobrindo sua retaguarda e flancos.

Em 23 de novembro de 1916, Richthofen abateu seu oponente mais famoso, o ás britânico, major Lanoe Hawker, detentor de uma Cruz Vitória, descrito por Richthofen como “o Boelcke britânico”. Essa vitória ocorreu enquanto Richthofen voava um Albatros D.II e Hawker voava um DH.2. Depois de um longo combate aéreo, Hawker foi morto com uma bala na cabeça quando tentava escapar de volta para suas próprias linhas.[18] Depois desse combate, Richthofen ficou convencido de que ele precisava de um avião de caça com maior agilidade, mesmo com perda de velocidade. Ele trocou seu avião por um Albatros D.III em janeiro de 1917, obtendo duas vitórias antes de sofrer uma quebra do suporte da asa inferior em voo em 24 de janeiro. Richthofen voltou a usar o Albatros D.II ou Halberstadt D.II pelas cinco semanas seguintes.

Depois de sua 18ª vitória em janeiro de 1917, von Richthofen recebeu o Pour le Mérite, a honraria militar mais elevada da Alemanha na época. Ele retornou ao seu Albatros D.III em abril de 1917 e obteve 22 vitórias com ele, antes de trocar para o Albatros D.V no final de Junho. Em 6 de julho, Richthofen foi abatido durante um confronto com alguns F.E.2 do 20º esquadrão RFC quando um deles, pilotado por Donald Cunnell conseguiu atingi-lo. Depois de se recuperar dos graves ferimentos decorrentes, Richthofen passou a voar com o muito reconhecido triplano Fokker Dr.I, o característico avião com o qual ele é normalmente associado, mas com o qual ele só passou a voar de forma exclusiva, depois que ele foi reformado e teve as asas reforçadas em novembro.

Apesar da associação feita pelo público em geral entre Richthofen e o Fokker Dr.I, apenas 19 das suas 80 vitórias foram obtidas com esse tipo de avião. Foi o seu Albatros D.III que recebeu a pintura em vermelho brilhante pela primeira vez, no final de janeiro de 1917, e com o qual ele obteve seu apelido e reputação.

Richthofen contribuiu com o desenvolvimento do Fokker D.VII com sugestões para superar as deficiências dos caças alemães daquela época. No entanto, ele não chegou a ter a oportunidade de voar o novo modelo em combate, pois foi abatido e morto em Vaux-sur-Somme, 21 de abril de 1918, dias antes que ele entrasse em serviço.

Manfred, como muitos de seus companheiros pilotos, era muito supersticioso. Ele nunca saia em missão sem ser beijado por alguém querido. Isto tornou-se rapidamente um hábito difundido entre todos os pilotos de combate.

Manfred Albrecht Freiherr von Richthofen foi um piloto de caça alemão na Primeira Guerra Mundial e é considerado ainda hoje como o “ás dos ases”.

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