O Sonderkommando Elbe

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O Sonderkommando Elbe foi uma força tarefa da Luftwaffe que atuou desesperadamente no final da Segunda Guerra Mundial com o objetivo de impedir bombardeios aliados a qualquer custo. Sonderkommando significa “comando especial” e Elbe é o nome de um rio alemão.

Apesar da Luftwaffe ainda ter uma boa produção de aviões, pilotos bem treinados e combustíveis haviam se tornado bens escassos em 1945. Diante disso, foi posto em prática um plano inspirado nos Kamikazes japoneses: utilizar aviões para colidir com bombardeiros aliados, tendo um baixo gasto de combustível, sem necessitar de pilotos bem treinados e gastando aviões, que eram abundantes naquela época. Todavia, os pilotos do Sonderkommando Elbe, diferentemente dos Kamikazes, planejavam ejetar logo após o impacto, sobrevivendo para outras missões. Os aviões usados por essa força tarefa eram desprovidos de grandes armas ou munições, contando normalmente com apenas uma metralhadora com 60 balas.

O objetivo do Sonderkommando Elbe era surpreender os americanos. Eles deveriam ficar assustados a ponto de desistir de voar nos céus alemães. Com os bombardeios aliados cessados por algumas semanas, os alemães teriam tempo de produzir novas unidades do jato Messerschmitt Me 262, o que possibilitaria à Luftwaffe ter novamente controle dos céus do Terceiro Reich. Os pilotos eram voluntários entre 19 e 21 anos, com emoções despertadas pelas mortes de mulheres e crianças vítimas de bombardeiros aliados. O treinamento era precário e a falta de combustível impossibilitava até o teste das condições de voo das aeronaves.

A missão mais famosa do Sonderkommando Elbe foi sua primeira missão. Uma formação de 31 quadrimotores bombardeiros pesados B-24 liberator, liderada pelo liberator de nome Pallace of Dallas adentrava em território alemão. O piloto Heinrich Rosner, dentro de seu Messerschmitt Bf 109, mergulhou para tentar colidir contra um bombardeiro, falhando neste primeiro mergulho. Audaciosamente, Rosner se recuperou do mergulho, voando no meio da formação aliada. Desta maneira, os atiradores dos B-24 seriam incapazes de acertá-lo sem possivelmente danificar bombardeiros aliados. Após passar por toda a formação aliada, o piloto alemão se chocou contra a cabine do bombardeiro líder, mergulhando, posteriormente, para um outro bombardeiro e ejetando. Os homens a bordo do bombardeiro líder não tiveram tanta sorte, e o Liberator foi abatido e 8 de seus 11 tripulantes morreram.

Na imagem, um B-17 Flying Fortress danificado por um ataque do Sonderkommando Elbe.

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