Operação Impensável

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Em 1945, o então Primeiro-Ministro britãnico Winston Churchill criou um plano operacional chamado ‘Operation Unthinkable’ (Operação impensável) o qual seria usado para uma guerra total entre os aliados e a União Soviética, numa Terceira Guerra Mundial. 

O plano envolvia desde rearmar as forças restantes da Wehrmacht alemã para invadir a União Soviética junto de forças militares britânicas, poloneses exilados, americanos e franceses, e até mesmo destruir Moscou e Leningrado com as bombas atômicas ‘Little Boy’ e ‘Fat Man’.

Desde antes da Segunda Guerra Mundial o Reino Unido, França e Estados Unidos temiam pela segurança mundial quando a poderosa União Soviética de Stalin e o também poderoso Terceiro Reich Alemão de Hitler assinaram um pacto de não-agressão chamado Pacto Ribbentropp-Molotov. Apesar de tudo, quando Hitler traiu o pacto e a Wehrmacht iniciou sua invasão à União Soviética, os soviéticos lutaram ao lado das potências aliadas contra os nazistas alemães. Com a participação decisiva soviética para a derrota da Alemanha na guerra, os soviéticos tornaram-se mais poderosos do que nunca.

Após a derrota da Alemanha, a Europa estava dividida entre os Aliados no oeste e os soviéticos no leste. Winston Churchill não confiava que Stalin fosse libertar os países ocupados pelo Exército Vermelho, sendo assim, ele e seus estrategistas militares prepararam a Operação Impensável, um plano que colocaria as forças aliadas contra as tropas soviéticas na Europa. As hostilidades começariam em 1 de julho de 1945 e envolveriam no rearmamento de 100.000 soldados alemães para que se juntassem aos Aliados. Churchill também queria que os Estados Unidos usassem a bomba atômica, caso os soviéticos se recusassem a se render. Os planos de Churchill nunca saíram do papel porque os norte-americanos estavam muito desgastados para outra guerra. Em um telegrama enviado da Casa Branca, Harry Truman, o presidente americano, deixou claro que os Estados Unidos não ajudariam os ingleses na guerra para expulsar os russos da Europa Oriental.

Por conta do poder militar da União Soviética e outras razões, o plano foi considerado absurdo e se preferiu não executar tal operação.

 

 

 

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