Por que ser monarquista no Brasil? O correto seria “como não ser monarquista?”

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Por que ser monarquista no Brasil? Como disse na legenda de uma postagem, o correto seria “como não ser monarquista?”. Mas, claro, se vivêssemos em um país, ou melhor, em uma república que tivesse o mínimo de respeito pela história da nação, por suas tradições e conquistas.

Obviamente, esse não é o caso da República Federativa do Brasil, que curiosamente de república só tem o nome, e de federação, um “remendo” com Estados que necessitam da União, uma autonomia mais no papel do que na realidade, mas esse não é o tema do texto, e sim explorar os motivos para ser um monarquista no Brasil, de forma mais sucinta possível.

O Brasil, naturalmente se firmou como uma monarquia. É praticamente consenso entre os historiadores (nunca vi o contrário) que se o Brasil tivesse se tornado uma república, ele na verdade teria se desmembrado em vários países e não nesse colosso da América do Sul, isso sem falar de que obviamente, seriam repúblicas do mesmo nível das demais, dominadas por oligarquias, como inclusive, veio a ocorrer durante a república velha com mais força, mas que até hoje em várias localidades ainda existe, porém, mais fracas.

Na escola aprendemos sobre nossa monarquia de forma tão rápida que chega a ser ridículo, independência, noite das garrafadas, abdicação, regência, “golpe” da maioridade, guerra do Paraguai, proclamação (um eufemismo para golpe, como deveria ser chamado) da república…

O que eles esquecem de ensinar é que Pedro I abdicou por causa dos preconceitos contra portugueses, inclusive contra ele, que mesmo assim, a maioria não queria sua abdicação, esquecem ainda que as revoltas durante o Império do Brasil se deram justamente pela ausência do monarca, que após falecer em Portugal, se voltou para Pedro II, que mesmo criança, queriam que ele assumisse o trono, e consequentemente, o “golpe” nada mais foi do que uma forma de dar ao povo o que eles queriam, e precisavam! Pois depois disso, veio o período mais estável de nossa nação.

A própria Guerra do Paraguai, como disse José Murilo:

Testemunho inequívoco do patriotismo do imperador, a guerra serviu também como poderosos instrumento de construção da identidade brasileira. Antes dela, nenhum episódio havia unido tanto tantos brasileiros contra um inimigo comum. Calcula-se que 135 mil soldados, vindos de todas as províncias, participaram da guerra .(CARVALHO, 2008, p.124-125)

Mas até isso tentam distorcer, com mentiras como o Paraguai ser rico na época e várias outras sandices que carecem de documentação para provar, pura invenção de um descendente do ditador Solano Lopez. Desse período, quase nada é contado, esquecem de dizer que o país cresceu cera de dez vezes em 49 anos, que não existiram movimentos separatistas, que o Brasil era o único país do mundo a participar das exposições universais na América Latina, desde a década de 60, sendo o segundo a Argentina, já em 1889! Esquecem de informar que a Armada Imperial, o nome de nossa marinha, estava entre as mais poderosas do mundo, temida até pela Europa, entre vários outros feitos que mostram que já fomos um país influente e respeitado, que temos um período para realmente nos orgulharmos.

Isso tudo, sob uma monarquia parlamentar, com um parlamento de notáveis, uma elite que nunca mais vimos no país, como Nabuco de Araújo, Barão e Visconde de Rio Branco, Visconde de Ouro Preto, Joaquim Nabuco, Visconde de Taunay e outros…Isso sem falar da escravidão, que se não fosse pela posição da Casa Imperial desde o início, não duvido nada que durasse até a Segunda Guerra mundial, afinal até os EUA que se independeram antes do Brasil só libertaram os negros após uma sangrenta guerra com quase um milhão de mortos, aqui, o fim da escravidão veio com festas por todo o país, pena que isso custou a coroa, e consequentemente, uma enorme perda para o país.

É apenas um resumo dos motivos para ser monarquista, junte isso, e se pergunte, o que a república trouxe para nós, além de miséria, vergonha, e corrupção desenfreada? É com certeza um regime naturalmente mais frágil e que dá margem pra isso tudo, mas, será abordado em textos futuros…

Fonte:

CARVALHO, José Murilo De. Perfis brasileiros: D. Pedro II, São Paulo, companhia das letras, 2008,

Dom Pedro II

Por: Krystyan Patrick

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