Povalyaev e a sociedade dual, em face do Escola Sem Partido

O discurso contra o projeto Escola Sem Partido é feito numa base puramente emocional, sem se atentarem ao texto, uns apressadinhos tentam derrubá-lo para tão logo montarem um simulacro feito a sua imagem e semelhança. A marca registrada do charlatanismo barato fica comprovada com as análises sem dados históricos, tratando o assunto apenas como uma falta de Adam Smith, como se todo o emburrecimento em massa fosse causado apenas por uma falta de pluralidade de ideias. O discurso teatral esconde todo império do pensamento crítico, onde o sujeito questionador, crítico e cético conquista o Hall da originalidade.

O sentimento de integração grupal somado com a exaltação imaginativa, onde todos acham que são Napoleão e que precisam dominar o mundo, cria uma plêiade de Ícaros que advogam apenas pela revolução. Um aperitivo do assunto, podemos degustar num artigo da Unesco (Qualities Requires of Education Today) onde dizem claramente que não precisam de muitas pessoas inteligentes, que emerge um hiato quase intransponível entre a educação de massa e a educação para os da elite social.

Para poder controlar o número de pessoas inteligentes no planeta, temos um recurso muito útil,  o pão e o circo, onde os militantes sedentos por sangue, lutarão com todas suas forças por causas utópicas, apenas para manter o seu teatro  diabólico, onde o Diabo faz o papel do ser sedutor e do carrasco acusador. Para mostrar que embaixo deste angu tem caroço, mostrarei o trecho da página 37, onde você poderá conferir a declaração do doutor Povalyaev, chefe do setor de sociologia do Ministério da Bielorrússia:

”Um dos paradoxos da sociedade moderna é o de que ela não tem necessidade de um grande número de pessoas instruídas. A seleção se opera por meio do que se chama “elite social”, que realiza o trabalho intelectual necessário. Aos demais compete ou a execução das decisões ou o exercício de cargos subalternos. É evidente que há uma parte da população que não executa nenhum desses trabalhos. Essa tendência difere entre os países e seus graus de desenvolvimento. Em síntese, a sociedade apenas raramente consegue equilibrar suas demandas com as de seus cidadãos e suas capacidades. ”

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