Questão Christie

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Questão Christie no dia 30 de dezembro de 1862.

A Questão Christie foi uma questão diplomática fruto de um conjunto de incidentes que teve início em 30 de Dezembro de 1862 e levou o nome do embaixador William Christie.

Os incidentes que levaram ao contencioso foram o pedido de indenização e desculpas após o naufrágio do HMS Prince of Wales que aparentemente teria sido pilhado pela população levando à morte de alguns marinheiros em Abril de 1861, o desaparecimento do corpo do soldado do batalhão naval Vicente Ramos Ferreira, morto por dois oficiais ingleses em Julho de 1861 e a não entrega dos indiciados para julgamento, além da prisão de três tripulantes britânicos arruaceiros em Junho de 1862, que levou ao Governo Britânico peticionar explicações.

Em 5 de Dezembro enviaram um pedido de indenização pela carga do naufrágio e a censura dos oficiais que prenderam os três tripulantes, dando prazo de 15 dias. Com resposta negativa do Governo Imperial, foi enviado um Ultimatum em 30 de Dezembro que afirmou que aleatoriamente navios Brasileiros teriam carga aprendida como garantia para o pagamento da indenização. Após o confisco de bens Brasileiros o Governo Imperial pagou contragosto a indenização.

O caso que estava em arbitramento pelo Rei Leopoldo I da Bélgica deu parecer favorável ao Brasil, principalmente quanto à prisão dos oficiais, logo o Governo Imperial demandou desculpas e indenizações ao Governo Britânico pelo confisco das cargas e violação do território nacional, recebendo resposta negativa. Em 5 de Julho de 1863 o Império cortou as relações diplomáticas com o Reino Unido, que só foram reatadas em 1865 durante a Guerra do Paraguai.

 

Imagem: detalhe de “ Estudo para a Questão Christie” (Dom Pedro II sendo ovacionado após cortas as relações com o Reino Unido), Victor Meirelles, 1864, atualmente no Museu Nacional de Belas Artes.

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