A tomada de Montese

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“No dia 14 de abril de 1945, na região de Montese, teve início a série dos mais árduos combates travados pelos brasileiros na Itália. As operações, durando quatro dias sucessivos – de 14 a 17 – transcorreram sob violentos e ininterruptos bombardeios.”

(Marechal Mascarenhas de Moraes) 


Muitas vezes ofuscada pela Batalha de Monte Castelo – ou até mesmo esquecida, foi escrita, em 71 anos, a página mais sangrenta da história militar brasileira desde a Guerra do Paraguai – a tomada de Montese. Dentre mortos e feridos, foram 430 baixas da parte brasileira.

Montese era um dos pilares de sustentação da famosa Linha Gengis Khan, um conjunto de fortificações nazi-fascistas estabelecido na cadeia montanhosa dos Apeninos. A ruptura desta linha possibilitaria aos aliados o alcance à Planice do Rio Pó e, consequentemente, os Alpes, marcando assim a conquista aliada das terras de Mussolini.

A FEB, reforçada pela 1ª Divisão Blindada Americana, tinha a missão de cobrir o flanco esquerdo da 10ª Divisão de Montanha do Exército Norte-americano. A região era um dos pontos-fortes do dispositivo inimigo, agravado pelo lançamento de campos minados e batido por intenso fogo.

Sabendo da importância da posição, as tropas do Eixo estavam determinados a não ceder suas posições. Entretanto, os praças demonstraram grande bravura, conquistando o objetivo na tarde do mesmo dia e repelindo com maestria todas as tentativas de contra-ataque.

Com a ruptura do sistema defensivo alemão, os aliados desembocaram no vale do Rio Pó e atingiram os Alpes, bloqueando todas as rotas de retraimento que a Alemanha pudesse tentar. A Ofensiva da Primavera culminou com a vitória final dos aliados no Teatro da Itália.

Nas palavras do comandante do IV Corpo de Exército dos Estados Unidos, General Crittenberger, “Na jornada de ontem, só os brasileiros mereceram as minhas irrestritas congratulações; com o brilho do seu feito e seu espírito ofensivo, a divisão brasileira está em condições de ensinar às outras como se conquista uma cidade”

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