Transferência da Corte Portuguesa para o Brasil

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No dia 29 de novembro de 1807, a Rainha Dona Maria I de Portugal, seu filho o Príncipe-Regente Dom João, embarcaram, junto à sua Corte, para o Brasil, ludibriando as tropas francesas do Imperador Napoleão Bonaparte, que havia invadido Portugal como parte da Guerra Peninsular de sua grande Guerra Napoleônica.

Com o advento da invasão Francesa a Portugal, o Príncipe-Regente decidiu junto a sua corte, para não sofrer o mesmo destino que sofrera a Família Real Espanhol, aprisionada e com o Trono usurpado pelos franceses, realizar uma retirada estratégica para sua maior e mais rica colônia, o Brasil.

A Corte Portuguesa chegou a Salvador no dia 22 de janeiro de 1808, onde o Príncipe-Regente Dom João declarou os portos do Brasil abertos às nações amigas, pondo fim ao pacto colonial.

Chegaram então à capital da colônia, a cidade do Rio de Janeiro, a 8 de março de 1808. A partir daí, tudo mudou.

A cidade do Rio de Janeiro passou por grandes modificações para acomodar a Corte Portuguesa, praças, parques, bibliotecas, palácios e palacetes foram construídos, ruas pavimentadas, instituições como a Divisão Militar da Guarda Real de Polícia, a atual Polícia Militar, foram criadas, etc.

A Família Real Portuguesa ficou instalada no Paço Imperial e mais tarde no Palácio de São Cristóvão na Quinta da Boa Vista.

Com o fim da guerra na Europa e a derrota de Napoleão, Dom João na condição de Príncipe-Regente decidiu permanecer no Brasil, e em 1815 elevou a colônia do Brasil à condição de Reino do Brasil, unido na entidade político-administrativa chamada Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Sua mãe, a Rainha Dona Maria I tornou-se então Rainha do Brasil, com o título de Rainha do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, a primeira chefe-de-estado do Brasil, uma mulher. Com a morte da Rainha no ano seguinte, em 1816 Dom João tornou-se Dom João VI, Rei do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, tendo sido coroado a 6 de fevereiro de 1818.

Anos mais tarde, eclodiu a Revolução do Porto em Portugal, exigindo o retorno da Família Real e transformando a Monarquia Absoluta em Constitucional. O Rei Dom João VI retornou com a Corte a 25 de abril de 1821, deixando seu filho Dom Pedro como Príncipe-Regente do Brasil. Dom João, que não era nada bobo como se pensa, sabia do inevitável e chegou a dizer ao seu filho:

“Minha volta para Portugal talvez seja o primeiro passo para a independência do Brasil. Ouve pois o meu conselho Pedro, se o Brasil separar-se de Portugal ponha a coroa sobre tua cabeça, antes que algum aventureiro lance mão dela”

Para aqueles que acham que o Rei Dom João VI foi um homem covarde e indeciso, que fugiu dos franceses, sugerimos a leitura da autobiografia de Napoleão Bonaparte, “Memórias de Santa Helena”, onde o pretenso Imperador diz que o Príncipe Regente e futuro Rei de Portugal “foi o único que me enganou”.

Imagem: Chegada a Corte Portuguesa no Rio de Janeiro

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