Armas e leis: É isso que intimida os criminosos

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Estupro é indubitavelmente uma abominação. Não conheço um só homem ou mulher que considere qualquer caso de violência sexual como algo natural, desejável ou benigno. Não. Bem, ao menos essa é a realidade no Ocidente. Cultura de estupro, como gritam por aí as feministas, é o que verificamos entre islâmicos. Entre eles tem a famosa taharrush, a “brincadeira” comum em países islâmicos e cada dia mais frequente na Europa (vide réveillon da Alemanha) que consiste em vários homens cercarem mulheres na rua xingá-las, roubá-las, espanca-las, tocá-las indevidamente e, sim, estuprá-las.

Mas o feminismo surgido a partir da terceira onda (anos 60, inspirado pelos pensadores da nova esquerda) é algo curioso (e contraditório): não dão nenhum pio sobre os estupros coletivos cometidos na Suécia e na Alemanha por imigrantes, mas pregam que a totalidade dos homens no Ocidente é culpada por cada estupro individual registrado. Natural, o pensamento de esquerda é coletivista, então a culpa é coletivizada de modo a se adequar ao espantalho de homem criado pelo feminismo.

Eis que ano passado um caso abominável despertou a ira das feministas pelos motivos errados. 33 homens estupraram uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro. E o que eu leio entre esquerdistas e isentões de plantão? “A culpa é dos homens!” “Isso é causado por uma sociedade patriarcal e conservadora!” “Esses homens não são doentes, eles se sentem no direito de estuprar mulheres” “É a cultura do estupro”.

Não, nada disso cabe na situação!

Diferente do mantra “todo homem é um potencial estuprador”, homens abominam o estupro. Acuse um homem de estuprador no meio da rua e veja se ele não será linchado em poucos minutos pela revolta e pelo asco popular. Solte um estuprador na cadeia em meio a assassinos, ladrões e traficantes e observe quanto tempo ele resistirá sem ser espancado e sodomizado por seus pares. A monstruosidade de um estupro é tamanha que nem mesmo outros criminosos a toleram. Aliás, foram HOMENS (e nenhum de esquerda) que levaram o caso à DEAM e ao MP. Homens que estupram são, antes de tudo, perversos, não necessariamente maníacos ou psicopatas no sentido clínico, mas, inigavelmente, são perversos. 33 homens não estupraram uma mulher somente por acharem ter o “””direito””” de estuprar mulheres apenas por elas serem mulheres. 33 homens estupraram uma mulher por serem pervertidos, o que ainda conta com o inquestionável agravante de estarem em bando.

Por outro lado, essa ênfase em culpabilizar homens como um todo, desperta-me a atenção para outro ponto importantíssimo: enquanto esquerdistas e isentões acusam uma coletividade imaginária de culpabilizar a vítima (o que não vi ninguém fazer, pois estupro não é algo justificável), eximem os indivíduos realmente culpados por tamanha barbaridade. Mais grave ainda: esses que culpam o espantalho da masculinidade são os mesmos que esperneiam vigorosamente sempre que se tenta aprovar leis que visam endurecer a punição de criminosos, sobretudo dos que cometem crimes hediondos. Duvido que não existam menores de idade envolvidos no estupro coletivo! Mas o que a esquerda dirá? Que um barbado de dezesseis anos não sabe o que está fazendo? Que é uma vítima da sociedade por ter crescido em um ambiente pouco acolhedor, sem acesso a educação e blá blá blá? Não! O que cria monstros não é a pobreza, mas impunidade, a falta de rigor das leis (o que, ademais, é extremamente preconceituoso com a ampla maioria dos pobres e miseráveis).

Vocês que pregam a inimputabilidade para crimes hediondos com base em idade, cor da pele ou renda é que são os verdadeiros culpados das atrocidades nossas de cada dia, sejam elas estupros, homicídios, latrocínios, whatever. São vocês, herdeiros de Marcuse e outros pensadores da nova esquerda que pregavam a ascenção do lumpemproletariado (ou lumpesinato, ou seja, os que estão à margem da sociedade, os excluídos ou que se sentem excluídos) para fazer a tão sonhada revolução, os verdadeiros culpados por cada barbárie que presenciamos.

É importante ainda ressaltar que, falar em “cultura do estupro” no ocidente é o mesmo que promover a banalização do estupro. A partir do momento em que se equaliza uma cantada tosca e grosseira à barbaridade da violência sexual, está-se tripudiando da dor das verdadeiras vítimas e questionando a gravidade do terror ao qual estas foram submetidas. A propósito, não são apenas as mulheres que temem andar sozinhas nas ruas tarde da noite ou em qualquer horário em locais de pouco movimento. Homens também temem e muito por sua segurança, pois vivemos em um país no qual cerca de SESSENTA MIL homicídios são registrados por ano! E são homens os mais vitimizados por homicídios e latrocínios.

Mais que isso, as pessoas que culpam uma suposta “sociedade machista” são as mesmas que se opõem ao projeto de Lei 5398/2013, o qual estabelece a castração química como condição para que um condenado por estupro tenha direito a liberdade condicional e progressão de pena. E por que o fazem? Decerto por ser um projeto idealizado por Jair Bolsonaro, deputado do qual discordo em alguns poucos aspectos, mas apoio integralmente nas medidas que visam punir com mais rigor os que diariamente ameaçam nossa segurança. E também são contra pessoas psicologicamente capazes, mesmo que devidamente treinadas, possam se armar e assim se defender adequadamente de quem ameace suas propriedades e/ou integridade física e moral.

Não, as mulheres não precisam de feminismo e trigger warnings para se defenderem de maníacos e outros monstros a solta. Precisam do direito de portar armas de fogo que sirvam ao menos como lembrete de que podem estar armadas e, portanto, habilitadas para terem alguma chance de defesa. Não vai ser saindo nua em praça pública com “ser vadia é ser livre” pixado no peito que se vai intimidar estupradores. Precisamos de punição ágil e dura para os que cometem crimes.

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