A Beleza Feminina, por Edmund Burke

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A beleza feminina deve-se, em grande parte, a sua fragilidade ou delicadeza, e é até mesmo realçada por sua timidez, uma qualidade do espírito próxima a ela.

Nas mulheres: sua pele macia é um dos seus mais belos atributos; os vários tipos de objetos decorativos são mais belos quando sua superfície é uniforme e polida.

Observai a região do corpo de uma bela mulher onde ela é talvez mais bela, nas imediações do pescoço e dos seios: a maciez, a suavidade; o aumento gradual e imperceptível de volume; a variabilidade de sua superfície, que nunca é igual, nem mesmo nas mínimas partes; o labirinto pelos quais o olhar inconstante desliza irresistivelmente, sem saber onde se fixar ou aonde está sendo conduzido.

Os homens são atraídos para o sexo em geral, apenas como tal, e pela lei comum da natureza, mas se afeiçoam a determinados seres pela beleza pessoal. Chamo a beleza de uma qualidade social, porque toda vez que a contemplação das mulheres e dos homens, e não somente deles, quando a visão de outros animais nos proporciona uma sensação de alegria e de prazer (e há muitos que causam esse efeito), somos tomados de sentimentos de ternura e de afeição por suas pessoas, gostamos de tê-Ias ao nosso lado e iniciamos de bom grado uma espécie de intimidade com elas, a menos que tenhamos fortes motivos para o contrário.

Edmund Burke, Uma Investigação Sobre a Origem de Nossas Ideias do Sublime e do Belo [Trechos]
Pintura: The Penitent Magdalene, Spanish School, Sec. XVII

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