A cidade de Troia

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Troia ou Ílion foi uma cidade helênica da antiguidade situada em Tróade no limite do helesponto , atual Dardanelos, que existiu entre 2250a.C a 1250a.C, a 6 km de distancia do mar numa região a noroeste da Turquia e tinha como principal forma de arrecadação de dinheiro a taxação de barcos comerciantes que atracavam no porto da cidade. Era descrita por Homero como uma grande cidade cosmopolita, com embaixadas de outras cidades, cheia de riquezas e imponentes muralhas.

Mas durante séculos a cidade permaneceu um grande mistério, pois suas ruinas nunca haviam sido encontradas e tão poucos esforços foram feitos. A história da cidade e guerra de Troia perdurou por séculos apenas como um imaginário de Homero pelos estudiosos ocidentais, mas atuais pesquisas modernas foram capazes de provar não apenas a existência da cidade como também a existência de um grande conflito armado que ocorreu naquela época, naquela região e provocado por motivos não completamente esclarecidos ainda.

Como na época de Troia ainda não existia a escrita e sua história foi contada cerca de 400 anos depois do ocorrido pelo poeta grego Homero, provavelmente nascido na Turquia ocidental, ficou muito difícil autenticar os fatos por ele descritos, porém um povo chamado Hitita, que tinha o domínio de uma escrita a base de desenhos e cuneiformes, habitavam por aquela região e chegaram a relatar um grande conflito entre um rei chamado Alexandros e os povos helênicos. Apesar de parecer pouco, este registro aliado as atuais descobertas da ruína da cidade grega comprovou a veridicidade da cidade grega de Ílion.

A Descoberta de troia passou por três fases e de forma gradual.

Na primeira fase, as primeiras ruínas da cidade foram anunciadas por Heinrich Schliemann no ano de 1868, mas foram realmente descobertas por Frank Calvert, que já explorava a região e tinha dito a Schliemann que havia descoberto ruínas que poderiam ser de Troia.

Antes de qualquer exploração Heinrich Schliemann teve uma forma um tanto curiosa para arrecadar dinheiro para a exploração das ruínas, durante a guerra da Crimeia vendeu armas para os dois lados e durante a corrida do ouro na Califórnia atuava como agenciador, comprando ouro mais barato dos mineiros e revendendo a um preço mais alto para o banco e assim obtendo um bom lucro.

Quando começou as escavações da cidade que poderia ser Troia Schliemann teve duas surpresas, a primeira era de que a cidade não parecia ser a grande cidade descrita por Homero, à segunda surpresa foi à descoberta de um tesouro que ele acreditava ser do ultimo rei troiano, Priamo.

Não tardou para que fugisse com o Ouro da Turquia para a Grécia de forma ilícita, e revelasse para o mundo como sendo o Ouro de Troia.

Na segunda fase outro pesquisador, Carl Blegan em 1936, fez novas descobertas em relação à cidade, descobriu que existia grande quantidades de jarros bem avolumados para armazenamento de comida e água pela cidade e que ela sofreu um terremoto por volta do século 13a.C. todavia não solucionou o mistério a cercas das muralhas da cidade, afinal notou-se que elas eram imensas e espessas para uma cidade tão pequena.

E na terceira e ultima fase de descobertas uma equipe da universidade alemã de Tunbingan e da americana Cincinnati, usando tecnologia aliada ao conhecimento em arqueologia descobriu que havia outro perímetro de muralha soterrada distante cerca de 400 metros das ruínas primarias.

Após esta última descoberta pode-se realmente comprovar que Troia era a cidade descrita em detalhes por Homero. Grande, Populosa, Cosmopolita, com muralhas avantajadas, quase intransponíveis e cheia de riquezas.

A cidade de Troia está distribuída em 9 níveis que marcam diferentes fases de descobertas e eras da cidade. Ela é tão real quanto as historias do conflito militar no qual se envolveu, mas conflitos estes com mistérios e fabulas ainda a serem muito estudadas para que se chegue a uma conclusão obvia.

Imagem: Representação cinematográfica e artística de Troia.

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