Friedrich Nietzsche e Dom Pedro II

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Em 1871, o consagrado filósofo alemão Friedrich Nietzsche entrou por engano num vagão exclusivo que transportava um brasileiro de passagem pela Áustria. Ao notar que o carro estava ocupado por alta personalidade com o seu séquito, o filósofo percebeu o equívoco e tentou retirar-se, mas teve logo o amável convite do ilustre viajante para que se sentasse. Não tardou que este o interpelasse, e dentro em pouco estavam os dois em animada conversa.

Uma hora mais tarde, o trem chegava à estação de destino do filósofo. Absolutamente entusiasmado e impressionado com a erudição do gentil anfitrião, somente ao descer é que o pensador tratou de indagar a identidade do interlocutor. Surpreso, soube que se tratava do Imperador do Brasil, D. Pedro II.

Depois, muito falou acerca do imprevisto encontro, literalmente fascinado pelo espírito do Soberano.¹ Acontecimento marcante na vida do filósofo (segundo testemunho de pessoas próximas), era assunto recorrente em suas conversas.² Dali em diante viriam a manter correspondência entre si.³

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1. XAVIER, Leopoldo Bibiano. Revivendo o Brasil-Império. São Paulo: Artpress, 1991. p. 58.

2. DELGADO, Alexandre Miranda. O Imperador Magnânimo: aspectos da
figura de Dom Pedro II através de seus escritos e depoimentos. Rio de
Janeiro: Edição do Autor, 1992. p. 30.

3. DANTAS, Regina. Só para os íntimos: a história do incrível museu particular que D. Pedro II exibia para convidados seletos em seu próprio palácio. Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, 09 jun. 2008.

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