Joesley diz que ‘Lula e todos os petistas não aguentavam mais ela (Dilma)’

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Em uma de suas conversas gravadas com o deputado Rodrigo Rocha Loures(PMDB-PR) e entregues à Procuradoria-Geral da República, o empresário Joesley Batista afirmou que o ex-presidente Lula pediu para ele atender o líder do Movimento dos Sem-Terra (MST), João Pedro Stédile. A intermediação entre o dono da JBS e o MST foi feita por telefone nos primeiros meses deste ano, segundo Joesley relata na conversa com Rocha Loures.

“Ele (Lula) me ligou esses dias, para pedir para mim (sic) atender os sem-terra (risos). ‘Eu tô aqui com o Stédile, não sei o quê, ele precisa falar com você…’ ‘Tá bom, presidente, manda ele vir aqui. Eu atendo ele, tá bom?'”, diz o empresário.

Conforme consta da delação dos executivos da JBS, a conversa entre Joesley e Rocha Loures aconteceu no dia 13 de março, seis dias após o encontro de Joesley com Michel Temer no Palácio do Jaburu. Na ocasião, o presidente designou Rocha Loures como a pessoa que Joesley deveria procurar para tratar de assuntos relativos ao governo. Depois, a Polícia Federal filmou o deputado recebendo uma mala com R$ 500 mil de um emissário de Joesley.

Na conversa, o dono da JBS não chega a dizer se o contato com João Pedro Stédile, solicitado por Lula, chegou a ocorrer. Questionado por Rocha Loures, Joesley fala um pouco sobre sua relação com Lula durante a conversa, que ocorreu na casa do empresário, em São Paulo.

“Sobre o Lula… Primeiro que eu não tenho a amizade com ele que o povo acha que eu tenho. Conheci o Lula em fim de 2013. Eu acho que ele, a única coisa que resta a ele fazer é enfrentar (a Operação Lava-jato)… Não tem jeito…”, diz Joesley.

 

‘ESTAVAM DE SACO CHEIO’

Neste momento, é o deputado Rocha Loures que passa a falar sobre o petista. Ele faz um relato a Joesley do encontro entre Temer e Lula no hospital em que a ex-primeira-dama Marisa Letícia estava internada. Em vários pontos deste trecho a gravação é inaudível.

“Eu tenho boa relação com ele, sempre tive. Eu sempre fui não-ideológico, sempre fui um prático. Agora, me parece que muito desse movimento é para alcançá-lo, né? A ele e ao entorno”, diz Rocha Loures. “Então.. o presidente Temer esteve lá no hospital… (…) Ele tentou de alguma maneira dizer (a Lula) “olha, não tem nada pessoal…” (…) Com a presidente Dilma (…), mas ela, como toda mulher, era mais… Ele (Lula) não aguentava mais”

“Ele já não aguentava ela mais”, completa Joesley. “Todos os petistas já estavam de saco cheio dela. Ninguém aguentava mais. Já não… eu sempre dizia “olha, ela não é má pessoa. Me põe na cabine de um boeing. Se eu derrubar o boeing, não é porque eu sou burro, ou por nada, é só porque eu não sei. Ela não é burra, não é má pessoa. Ela não fazia, Rodrigo, a menor noção do que estava fazendo naquela cadeira. Não é maldade ou mau-caratismo”, conclui Joesley.

Fonte – O Globo

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