O Maligno Império das Palavras Polidas

Quando o politicamente correto adentrou e impregnou a cultura da Civilização Ocidental, tratou logo de virar uma camisa de força e uma ditadura principalmente no nosso querido Brasil, e inclusive a literatura não deixou de ser afetada: sofreu gravíssimos abalos estruturais, mentais e até espirituais. A crescente onda de palavras polidas, “certas” e fofinhas, virou, além de uma bufa moda, uma repetição ad nauseam. Consequentemente, agigantou-se uma destrambelhada prisão mental e espiritual nos debates.

A cerceação mental imperou em todos os cantos, ao ponto de você ter de maneirar as palavras e o tom com quem fala. A polícia da fala surgiu, e logo tratou de pôr os grilhões nas mentes e bocas dos indivíduos discordantes, numa forma torpe e sem noção de cercear a liberdade dos indivíduos, tornando-se, assim, mais do que um dever, mas uma obrigação dos zeros à esquerda. Eis qual o ideal deles: “-Custe o que custar, sua liberdade cessará!”. O reino da palhaçada virou um reino de terror e insanidade, com perseguições brutais e banais, repressão de falas e de ideias, e, absurdamente, até censura física tornou-se uma rotina no mundo Ocidental.

Infelizmente, esse gigantesco e nefasto mal na nossa sociedade vêm cada vez mais ganhando espaço e aceitação pela esquerda e pela grande mídia, os quais o promovem com empenho. O politicamente correto, delimitando e conduzindo as falas dos indivíduos contrários “para não ofenderem ninguém” objetiva o propósito de todos ficarem sorridentes e contentes no final desse espetáculo nojento e deprimente. Para esse “final feliz”, acaba colocando a real expressão intelectual e argumentativa do debate sério no escanteio. Franqueza e honestidade, esqueça!, pois essa corrente está apequenando mais e mais os debates e a circulação da alta literatura no país. “Mas uma sociedade que não tolera palavras fortes será uma comunidade de cidadãos fracos: de gente que acabará sempre por impor aos outros uma mordaça mental em nome de sensibilidade particulares políticas, religiosas, morais”.[1]

Assim, podemos ver que, ano após ano, o número de jovens e de adultos sensíveis, ou melhor, supersensíveis,  às palavras sérias, duras e verdadeiras vêm aumentando brutalmente. Tanto é, que todos eles creem piamente na seguinte frase: “palavras machucam”. Inclusive suicidam-se, deixando cartas ou depoimentos cheios de convicção, por causa das palavras que machucam. A meu ver, é um hino dos mau-caráter, dos histéricos, dos calhordas. Desta forma, só faz-se crescer e ganhar corpo na sociedade os dodóis, os “oprimidinhos pelo sistema ocidental patriarcalista, cristão, branco, europeu, etc.  e, acima de tudo, o sistema capitalista”. Enfim, isso germina numa verdadeira horda de bestializados e de abobalhados. Como já dizia o George Orwell: Ignorância é Força[2]. Essas legiões de bárbaros ocos, além de destruírem seus reais sentimentos e a própria moral, tornam seus cérebros prisioneiros desse esquema de poder nefasto, que hoje em dia é a expressão pura da hegemonia cultural. Essa corja lês busca  controlar os espaços públicos e privados, para desse modo ter o poder e impor seus ditames histéricos. Tal como o nazi-fascismo e o socialismo/comunismo soviético faziam no século XX.

Muitos indivíduos acabam compactuando com esse esquema de poder cultural psicopata por pura imposição e por cair na maligna espiral do silêncio. Uma maldição monstruosa, que forma novos cidadãos da nova ordem mundial em questão de minutos[3]. E muitos deles infelizmente acabam nunca percebendo isso. Quando há um despertar mental e sentimental, já é tarde demais. Enfim, uma verdadeira lástima…

Quando essas hordas de bárbaros resolvem instigar um embate com alguém sério e que não se permite e não tolera entrar nesse campo do pseudodiscurso politicamente correto, e derruba todo o castelinho de cartas marcada deles, eles ficam ressentidos. Assim, na pura insanidade mental do coletivo, eles bradam os seus chavões de perdedor, que são os clássicos: fascista, homofóbico, opressor, etc. “Do século XIX para cá o ressentimento piorou muito. Ele está em toda parte. Você não pode falar nada que todo mundo se ofende; se você fizer uma crítica, todo mundo toma como pessoal”.[4]

Aqueles indivíduos sérios e dignos, que travam um honesto embate com os ditadores da fala, são os verdadeiros guerreiros de nosso tempo. São soldados que lutam constantemente em campos de batalha silenciosos, onde ninguém sabe onde há essas guerras e muito menos seus nomes. Estão por aí, lutando dia após dia na busca por um mundo menos chato e menos afrescalhado, em busca de um país menos vermelho.”Se você não está preparado para usar a força em defesa da civilização, esteja preparado para aceitar a barbárie”.[5]

Por: Salomão Campina

Bibliografia:

1. Vamos ao que Interessa, de João Pereira Coutinho.

2. 1984, de George Orwell.

3. Introdução à Nova Ordem Mundial, de Alexandre Costa.

4. A Era do Ressentimento, de Luiz Felipe Pondé.

5. Thomas Sowell

 

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