O Presente Momento

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Morosamente, uma névoa negra começa a sair pelas frestas dos bueiros, compassadamente vislumbramos, imóveis e perplexos, o agigantar de uma horrenda e descomunal força maligna, força que começou sutil e lenta, mas que em pouco tempo foi ganhando força e, assim, pôde ir envolvendo e tomando tudo e todos a sua frente. Uma força maligna que possui em seu arsenal uma “inteligência maléfica”, e que aponta suas horrendas “garras”, sua “boca salivante” com uma majestosa fileira de dentes brancos e pontiagudos, e que estão prontos para abocanhar e devorar qualquer coisa em sua frente.

 

Num súbito, essa força maligna parte para o ataque. Tendo em sua direção, que até aquele momento, uma pobre e indefesa vítima que encontrava-se em paz e calma. E tinha como objetivo principal, nesse ataque sórdido e vil, as riquezas do Brasil, seu povo e seu território. Assim, nesse espetáculo horrendo, bárbaro e brutal, vemos um destroçamento extremamente desigual, sórdido e vil, perpetrado pelo monstro vermelho.

Esse espectro maléfico e vil, envolto em uma densa e negra neblina, vem se arrastando com uma serpente, na calada da noite, rumo ao seu bote certeiro e fatal. Haja vista, meus prezados leitores, que antes de surgir esse tenebroso monstro da penumbra, seres do mal já tinham como premissa atacar num só golpe e assim, “engolir” toda a nação e junto, seu pobre povo. E é de suma importância ressaltar que tal ação brutal, já é planejada desde os remotos anos 60.

Todavia, quando um indivíduo se encontra numa situação de vida e morte, ela tende a lutar pela sua sobrevivência. Assim, na luta para matar esse espectro vermelho e maléfico, iremos levar longos anos, demoradas décadas, ou até por um arrastado século.

Contudo, devemos ter em mente o propósito de levantar várias frentes de luta, como fazer um Movimento de Alta Cultura, uma autoanálise da história, um saneamento editorial, cultural e na grande mídia brasileira, e, logo em seguida, uma propaganda séria e continua da literatura. Isso não só é de essencial importância, como é a nossa única via escapatória frente ao mal que reside em nosso país. Só assim poderemos ter uma noção clara e nítida do nosso real inimigo e, em um futuro próximo, poder atacar e liquidar a cabeça desse monstro. E assim, num só golpe certeiro e forte, iremos esmagar esse monstro vermelho.

Enquanto isso, seremos obrigados a andar acorrentados uns com os outros, ver nosso país sendo vilipendiado por esses monstros que, ano após ano, fomentaram um mar homérico de sangue, com ossos flutuando, com gritos horripilantes de pobres e indefesas pessoas, constituindo uma desgraça ad infinitum. Em outras palavras, meus caros, um puro inferno na terra! Inferno este que deixaria o pobre Dante Alighieri1 envergonhado e sem nenhuma reação diante de tal conjuntura social e cultural, pois mostraria coisas muito além de sua descrição e imaginação do Inferno.

Nesse fatídico tempo, o Brasil foi tomado de assalto por esses monstros que, na sanha  ganância por poder e dinheiro, jogaram tudo numa longa, sangrenta e bárbara guerra civil e cultural, a qual se estende até o presente momento. Uma guerra, senhores, que na sua longa marcha ao estilo macunaímico, legou às gerações futuras uma terra arrasada. Terra esta em que há com bonança: a falta do bom senso do povo, cultura perdida e destruída, fé esquecida, bondade idem, país jogado à violência ao extremo, loucura social desenfreada, fomentou a mão pesada do Estado, um barbarismo moral e espiritual gigantesco, etc, etc, etc…

Em suma, meus estimados e amados leitores, a Hidra Vermelha encontra-se num Foro, o qual carrega consigo um nome grandioso que é: São Paulo. Graças ao bom Deus, não é o São Paulo Apóstolo e nem será. Por essas e por outras, devemos seguir um grande ensinamento desse Santo, que é:

A vida é um desafio:

Sabendo que a vida é um verdadeiro desafio, o apóstolo Paulo disse:

“Aprendi a viver alegre em toda e qualquer situação.

Ele sabia que estava sujeito a tudo, tanto a coisas boas, como a

coisas ruins, mas aprendeu a viver com paz no coração, não se deixando

abater pelas circunstâncias.

Amém.”.


Bibliografia:

1. A Divina Comédia.

2. Macunaíma.

3. A Hidra Vermelha.

Por – Salomão Campina

 

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