A Princesa Imperial Regente Dona Isabel assina a Lei Áurea

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A Princesa Imperial Regente Dona Isabel assina a Lei Áurea no dia 13 de maio de 1888 em Paço Imperial.

Decorrente de projeto de lei que a própria Princesa Imperial Regente participou com vários políticos, é aprova a Lei Imperial n.º 3.353 em tempo recorde na Assembleia Geral, seis dias de tramitação, em 13 de Maio. A Câmara dos Deputados votou a Lei Áurea em dois dias, nas sessões de 9 e 10 de Maio, no Senado somente dois senadores se opuseram, o Barão de Cotegipe e Paulino de Sousa.

A Princesa Dona Isabel confiante que o projeto passaria no Senado desceu de Petrópolis para o Paço Imperial de trem ao meio dia, acompanhada do Conde d’Eu e dos Ministros Costa Pereira e Rodrigo Silva, chegando às 14 horas no Paço.

Com uma multidão de dez mil pessoas na frente do Paço Imperial a Princesa Imperial Regente no Salão do Trono recebe de uma comissão de senadores liderada pelo Senador Sousa Dantas que entrega o texto da Lei transformado pelo calígrafo Leopoldo Heck. A Princesa assina a Lei Áurea utilizando uma pena de ouro, cravejada com 27 diamantes e 28 pedras vermelhas, confeccionada especialmente para a ocasião e ofertada pelo povo Brasileiro à Princesa Isabel, com os dizeres “A Dona Isabel, a Redentora, o povo agradecido”, tendo no lado oposto o número e a data da Lei.

No meio do Salão do Trono repleto de deputados, senadores, ministros, embaixadores e personalidades do império, como membros da nobreza e abolicionistas, a Princesa fez um curto e emocionado discurso. O Povo em delírio invade o Paço quando o Deputado Joaquim Nabuco anuncia a abolição da escravidão às mais de 10 mil pessoas na Praça. Entre os invasores estava o jornalista abolicionista José do Patrocínio, que sem nenhuma resistência atirou-se aos pés da Princesa Regente em prantos de gratidão.

Em meio ao repicar de sinos e do espocar de foguetes, Dona Isabel, chamada pelo povo, aparece na sacada do Paço onde é aclamada pela multidão na Praça após libertar 723.719 escravos.

Imagem: “A abolição de escravatura”, Victor Meirelles, 1888, atualmente na Pinacoteca do estado de São Paulo.

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