A China continua comunista?

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Empresas estatais podem representar apenas 3 por cento de todas as empresas na China atualmente.

A China tem a segunda maior economia do mundo e uma das maiores bolsas de valores da atualidade. Os arranha-céus modernos pontilham o horizonte em Pequim, em Tianjin  e em Shanghai. Todas as marcas de carros podem ser encontradas nas ruas, e os cidadãos chineses usam os últimos modelos de smartphones.

Então, a República Popular da China é, de fato, um estado capitalista moderno, que mantém-se comunista apenas na aparência?

Enquanto o Partido Comunista Chinês adotou alguns aspectos do capitalismo, a China continua a ser um país politicamente comunista: O Partido controla todas as terras e o “Alto-comando da Economia“. Ele mantém controles rígidos sobre aexpressão dos indivíduos, o agrupamento de pessoas  e as crenças. Ou seja, a estrutura política do regime chinês é a de uma ditadura leninista clássica.

A China não teria sido capaz de desfrutar de um crescimento de dois dígitos noPIB nos últimos anos se o Partido não tivesse seguido as diretrizes do líder comunista Deng Xiaoping em 1978, e se afastado do socialismo puro, adotando profundas reformas econômicas.

Ao longo das décadas, o Partido lentamente abdicou do controle absoluto dos meios de produção, dando maior liberdade a empresários e empresas privadas. A liderança chinesa agora se refere a seus planos quinquenais como “diretrizes”, reconhecendo que o Partido não supervisiona mais uma economia de comando clássico.

Mas o Partido funciona de forma a ser visto como uma “economia de novo comando”.

Empresas estatais podem representar apenas 3 por cento de todas as empresas na China hoje, mas produzem cerca de 25 a 30 por cento da produção industrial total. O partido mantém o comando sobre a economia através de oficiais de alto nível do Partido ou membros da família que possuem ligações com diversas indústrias. Por exemplo, Jiang Mianheng, filho do ex-líder do Partido, Jiang Zemin, é conhecido como o “Rei das Telecomunicações” da China, devido aos seus interesses e o seu controle sobre o ramo.

Os números impressionantes do crescimento do PIB da China são conhecidos  por serem extensamente  manipulados. Li Keqiang, atual premier chinês, disse a um funcionário dos EUA em 2007 que os números oficiais não são confiáveis ​​e que, em vez disso, ele atenta para o volume de cargas ferroviárias, o consumo de eletricidade e novos empréstimos desembolsados ​​pelos bancos para melhor avaliar o crescimento econômico da China.

Muitos empresários chineses são membros do Partido Comunista, servindo o regime ou seu órgão consultivo político. Parte do motivo é uma política do Partido para cooptar elites empresariais chinesas; entretanto, os empresários terminam por serem atraídos de qualquer maneira, pois a adesão ao Partido garante vantagens para os negócios.

E, de acordo com os ensinamentos marxistas do manual, o Partido é o único verdadeiro proprietário da terra na China: o Partido aluga terras ao povo chinês.

A sociedade chinesa continua sendo fortemente controlada pelo Partido.

O Partido emprega mais de 2 milhões de policiais na Internet, no intuito de censurar a opinião pública; além disso também mantém um poderoso firewall na Internet para impedir que a Internet global penetre dentro das fronteiras da China. Oficiais de controle populacional forçam as mulheres chinesas, através de mandato estatal, a manterem o limite de crianças, e realizam abortos forçados e esterilizações contra mulheres que não se conformam a tais determinações.

Os dissidentes do regime, bem como as comunidades religiosas e os membros comuns da sociedade civil, vivem sob a ameaça constante de serem declarados inimigos políticos pelo Partido e, então, “convidados para o chá” – código para serem interrogados por agentes da segurança pública. Os dissidentes são abusados, torturados e, freqüentemente, levados para campos de trabalho forçado e centros de detenção.

O regime assegura uma taxa de condenação quase perfeita contra seus inimigos políticos nos tribunais que controla. Dissidentes proeminentes são destinados àprisão domiciliar no momento em que concluem suas extensas penas injustificadas em cárceres coletivos.

A Constituição chinesa afirma garantir a liberdade de crença, mas o Partido ignora suas próprias leis. Por exemplo, o ex-secretário-geral do Partido Comunista, Jiang Zemin, forçou a perseguição impopular da prática espiritual do Falun Gong, em 1999, e criou uma organização extralegal para assegurar que a lei do regime e o aparelho de segurança executassem a política de Jiang.

Politicamente, a China ainda é dirigida por um Partido leninista obcecado pelo controle.

A polícia detém um manifestante do Falun Gong na Praça Tiananmen em 1º de outubro de 2000. Em 2016 - o 17º ano da perseguição do regime chinês ao Falun Gong - as prisões em massa continuam, mas autoridades chinesas em partes do país começaram a recusar acusações contra Prisioneiros (Foto AP / Chien-min Chung)

A polícia detém um manifestante do Falun Gong na Praça Tiananmen em 1º de outubro de 2000. Em 2016 – o 17º ano da perseguição do regime chinês ao Falun Gong – as prisões em massa continuaram, mas autoridades chinesas em partes do país começaram a recusar acusações contra Prisioneiros (Foto AP / Chien-min Chung)

O Partido Comunista Chinês é o único partido político que governa a China desde 1949. Outros partidos existem sob uma “frente unida”, mas não são independentes dos comunistas.

O líder do Partido ou o secretário–geral não comanda um gabinete, sendo, no entanto,  parte de um departamento político, uma coleção de oficiais superiores que tomam todas as decisões superiores no país. Estes também são escolhidos a dedo por anciãos e elites do Partido, e não democraticamente eleitos.

Recentemente, os líderes da China podem ter trocado seus ternos cinza, de cinco botões, com gola de Mao em Mandarin, por ternos de negócios escuros. Mas enquanto o martelo e a foice permanecem no Grande Salão do Povo, o comunismo ainda não terá sido relegado a pó na história na China.

Fonte – Epoch Times

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