O patético Rodrigo Constantino, na sombra de Olavo de Carvalho

Eu me lembro de ver o Rodrigo Constantino na época do Orkut e da comunidade “Olavo de Carvalho Nos Odeia” (onde, na verdade, todos ali é que odiavam o Olavo de Carvalho). Rodrigo Constantino passava o dia fazendo postagens divulgando o blog dele, tanto que ganhou o apelido de Spamtantino, por volta de 2008/2009.

Foi ali que Constantino encontrou Olavo de Carvalho e o “debate” entre os dois teve seu momento mais épico. Debate entre aspas porque o que o ocorreu ali foi um massacre. Olavo deu aula e Constantino não aprendeu nada e nem engoliu a humilhação até hoje. Procurem no site do Olavo os artigos “Demolindo Otávio de Ramalho” e “Rodericus Constantinus Grammaticus – O Homem do Mim”.

Como não conseguiu vencer do Olavo na vida real, Constantino decidiu escrever um “romance”, daí poderia derrotar o Olavo na ficção. O título do tal romance é “Panacéia” e o personagem religioso inspirado no professor Olavo de Carvalho ganhou o nome de Otávio de Ramalho.

Sobre o tal livro, Constantino disse que Olavo/Otávio seria uma pessoa em situação de desgraça, enquanto ele, Rodrigo, seria o salvador que iria ajudá-lo.

Como ninguém estava interessado no tal livro, Rodrigo começou a tentar uma aproximação com o Olavo, fazendo elogios. Encheu tanto o saco que conseguiu uma vaga num hangout junto com o professor, através do canal do Lobão.

No hangout, Constantino pediu desculpas ao professor Olavo, e disse algo no sentido de que era preciso unir forças para enfrentar aquele momento em que o povo estava nas manifestações de rua. Olavo, como homem de bom coração que é, aceitou na mesma hora. Algum tempo depois, Constantino ficou nervoso com o Olavo porque eles divergiram quanto a qual estratégia era a melhor: Impeachment pelo Rodrigo e cassação da chapa Dilma/Temer, Resistência Pacífica e Desobediência Civil pelo Olavo.

Rodrigo passou a criticar Olavo, atacá-lo de forma velada e dissimulada e não desistiu de sua vingança, nem do seu romance sobre o Otávio de Ramalho. Procurou, então, uma editora que publicasse o livro. Encontrou um sujeito ligado ao Olavo que havia aberto recentemente uma editora e firmou uma parceria. 

Constantino, como bom arrivista que é, passou a dizer que estava lendo algum autores conservadores como Russell Kirk e Edmund Burke, para passa a impressão de que estava levando a sério a tal união entre libertários, liberais e conservadores, mas, como eu disse no outro post, o máximo que conseguiu foi criar, do alto de sua autoridade professoral, o equivalente liberal do Conservadorismo, que ele chamou de “Conservador de boa estirpe” — que nada mais é o estereótipo do Alex Catharino bebendo vinho importado sentado na mesa do Russell Kirl Center, mandando o povo ir para a rua, porque ele não podia.

Rodrigo tinha como objetivo maquiavélico vender o seu livrinho para o público do próprio Olavo, como estratégia de demolir o gigante de dentro para fora, de maneira infiltrada. O editor era um tal de Rodrigo Simonsen que apostou na polêmica de uma briga com Olavo como maneira de promover a sua editora recém criada. Simonsen e Olavo tiveram um desentendimento, o que rendeu ao Simonsen algumas postagens citando o nome dele no mural do professor — e mais likes na pagina da editorinha.

Juntos, Constantino e Simonsen bolaram outra estratégia de marketing: Fingir que Constantino e Olavo ainda estavam sob o pacto de cessar-fogo e amizade firmado no hangout com o Lobão e vender, em uma vaquinha no Kickante, que o livro Panacéia seria uma “homenagem” ao Olavo.

Se eles conseguissem o dinheiro total para a confecção do livro, eles prometeram que iriam fazer um vídeo agradecendo ao professor Olavo.

Mas tem um pequeno detalhe: Olavo não foi comunicado que a imagem dele estava sendo usada na divulgação da campanha de crowdfunding de um livro que tinha como claro objetivo atacá-lo e fazer chacota da imagem e nome dele. No anúncio da vaquinha está escrito que o livro era para propor uma “união tática” (sic) entre conservadores e liberais, que Constantino iria “tentar” (sic) fazer um vídeo em agradecimento ao Olavo e que era uma forma de fazer as pazes por “pragmatismo”(sic).

Não sei como ficou o livro, porque a vaquinha só alcançou 72%.

Algum tempo depois, Rodrigo admitiu publicamente que as desculpas que pediu ao Olavo foram “desculpas táticas” (sic).

Por – Pedro Henrique de Medeiros

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