LGBTs têm 14 vezes mais chance de pensarem em suicídio do que héteros

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A comunidade LGBT vêm sendo estuda por vários pesquisadores da área de saúde mental para entenderem as relações entre ser LGBT e cometer o suicídio.

As estatísticas

Para o Healthy Place, as estatísticas de suicídio gay sobre jovens e pessoas transgêneros são particularmente chocantes:

  • Estudos descobriram que os jovens da LGBT tentam suicídio com 3 vezes mais frequência do que seus homólogos heterossexuais;
  • Um estudo canadense estimou que o risco de suicídio entre os jovens LGBT é 14 vezes maior do que para os jovens heterossexuais;
  • Entre os jovens que tentaram suicídio, quase o dobro de jovens LGBT disseram que realmente esperavam morrer;
  • De pessoas transgênero, entre 30-45% relatam ter tentado suicídio;
  • Os homens LGBT têm maior risco de tentarem suicídio do que mulheres, embora as mulheres tentam suicídio com mais frequência.

Nos Estados Unidos em 2015, publicado pela The American Association of Suicidology, (AAS)mostra um levantamento estatístico sobre suicídio.

  • Nos últimos 12 meses, 60,4% dos jovens LGBT se sentiram sem esperança ou triste todos os dias durante 2 semanas, em comparação com 26,4% dos jovens heterossexuais;
  • Nos últimos 12 meses, 42,8% dos jovens LGBT foram consideram seriamente o suicídio, em comparação com 14,8% dos jovens heterossexuais;
  • Nos últimos 12 meses, 38,2% dos jovens LGBT fizeram um plano de suicídio, em comparação com 11,9% dos jovens heterossexuais;
  • Nos últimos 12 meses, 29,4% dos jovens LGBT tentaram suicídio, em comparação com 6,4% dos jovens heterossexuais;
  • Nos últimos 12 meses, 9,4% dos jovens LGBT fizeram uma tentativa de suicídio que exigiu a atenção de um profissional médico, em comparação com 2% da juventude heterossexual.

Fatores de Risco para o Suicídio LGBT

Ainda segundo as pesquisas, entre os que tentaram suicídio – a maioria não – mas há relatos de discriminação e assédio. Esse tipo de estresse é conhecido como “estresse minoritário”. Na comunidade LGBT, mais de 75% dos integrantes relataram sofrer assédio verbal, enquanto um em cada sete relatou algum tipo de agressão física.

A questão familiar também influência. Constatou-se que há 8 vezes mais chances de tentativas de suicídio entre os jovens LGBT que sofrem rejeição familiar severa em comparação a outros membros da comunidade que possuem mais aceitação da família.

Os fatores de risco de suicídio LGBT também incluem tentativas de suicídio anteriores, condições psiquiátricas existentes e outros fatores de risco que podem estar presentes para qualquer um.

Para a AAS, a maioria dos jovens LGBT que tentaram suicídio demonstram alguns sintomas de psicopatologia, sendo distúrbios de humor e ansiedade, o diagnóstico mais prevalente. Os jovens LGBT também são mais propensos a serem diagnosticados com um transtorno alimentar.

Combatendo o suicídio LGBT

Um estudo realizado por 25 pesquisadores em 2011 procurou estabelecer os melhores métodos pra minimizar as chances de ocorrências nas tentativas de suicídio.

No que compete ao planejamento estratégico:

  • Campanhas de conscientização e programas educacionais para o público em geral, médicos de cuidados primários e assistentes sociais comunitários e organizacionais;
  • Programas de triagem, linhas diretas e outras atividades que identificam pessoas em risco direcionado-as ao tratamento;
  • Restrição de meios letais utilizados para o suicídio; e
  • Programas que promovem na mídia a educação pública em prevenção do suicídio e desencorajam a cobertura que glamorize ou normalize o suicídio.

As recomendações:

Abordar o risco de suicídio na comunidade LGBT e possíveis intervenções para reduzir o risco em estratégias e planos nacionais e estaduais de prevenção do suicídio.

  • Fornecer materiais educacionais e recursos para a conscientização dos riscos do suicídio para organizações LGBT, incentivar a consideração da prevenção ao suicídio podendo ser alcançada no contexto da missão e das atividades de cada organização;
  • Incorporar avaliações de resultados bem concebidas em todas as intervenções destinadas a reduzir o comportamento suicida e o risco de suicídio entre pessoas LGBT;
  • Desenvolver uma gama mais ampla de intervenções para reduzir o comportamento suicida e o risco de suicídio em grupos LGBT específicos;
  • Incentivar o foco em grupos LGBT dentro de intervenções de prevenção ao suicídio além de programas projetados para toda a população em geral;
  • Desenvolver e implementar programas educacionais para aumentar a competência preventiva no risco de suicídio LGBT dentro das organizações e grupos que prestam intervenções e prevenção :
    • 1) Assistência social da comunidade, incluindo professores e funcionários em programas para jovens, centros para idosos, agências de serviços geriátricos e outros que entrem em contato com indivíduos na classificação de risco.
    • 2) Incentivar o treinamento em risco de suicídio LGBT para funcionários e voluntários de linhas telefônicas que trabalham com suicidas em potencial, policiais, profissionais de atendimento de emergência e outros que trabalham com indivíduos suicidas.

Veja também: Estudo mostra que LGBTs têm maior risco de depressão e outras doenças

 

 

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