A mentira da cura gay e a necessidade da cura midiática

Muitos veículos de informação, principalmente na internet, tem propagado a informação e que uma liminar concedida na 14º Vara Federal do DF autorizou a “cura gay” ou que passou-se, através desta, a caracterizar-se a homossexualidade como “doença” ou patologia”.

Informação equivocada e leviana. Esses meios de comunicação tentam, inescrupulosamente, através de chamadas e texto que causam uma comoção social, aferirem mais visualizações para suas páginas, se aproveitando da credulidade do público geral.

Considerando a complexidade do tema, o juiz federal solicitou audiência de justificação prévia para justamente esclarecer se era a intenção dos autores da Ação Civil Pública propor a dita “cura gay” ou se os mesmos (bem como os demais psicólogos) eram impedidos ou punidos por prestarem suporte psicológico “de forma reservada às pessoas DESEJOSAS de reorientação sexual” (Grifou meu).

A liminar não suspendeu a Resolução nº 001/1990 do Conselho Federal de Psicologia, e nem distanciou-se do posicionamento da Organização Mundial de Saúde. Muito pelo contrário, reforçou suas premissas no que diz respeito a não caracterização da homossexualidade como patologia, o respeito e promoção da liberdade, dignidade, igualdade e integridade do ser humano, o combate ao preconceito social em relação aos homossexuais.

Baseando-se na Constituição, no objetivo do bem-estar de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação, bem como a liberdade de expressão da atividade intelectual, a referida liminar somente determinou que a resolução do CFP seja interpretada de modo a “não privar o psicólogo de estudar ou atender aqueles que VOLUNTARIAMENTE, venham em busca de orientação acerca de sua sexualidade” (Grifo meu).

Curiosamente, nenhum noticiário disponibilizou o texto da decisão judicial. Aproveitando-se da dificuldade dos leitores para investigar a veracidade das informações, publicaram matérias chocantes que tem sido compartilhadas aos montes, criando desgosto, revolta e audiência. 

Segue link da ata de audiência que deferiu parcialmente a liminar: https://goo.gl/rVDSoM

Fonte – Linked in

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