A perseguição islâmica aos Cristãos é um fenômeno antigo

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Um facto flagrante relativo à perseguição de aproximadamente 100 milhões de Cristãos por todo o mundo é que a maior parte dela está a ser feita por maometanos de todas as raças, nacionalidades, línguas e circunstâncias socio-políticas: maometanos provenientes do “aliado” Americano (Arábia Saudita) e dos inimigos dos Americanos (Irã); maometanos de nações economicamente ricas (Qatar) e de países pobres (Somália, Iémen); maometanos de nações que são “repúblicas islâmicas” (Afeganistão) e de nações “moderadas” (Malásia e Indonésia); maometanos de nações que foram salvas pelos Americanos (Kuwait) e maometanos de nações que têm “ódios” antigos contra os Americanos (insira o nome:______).

 

Este facto é ressalvado pelo recente relatório da Open Doors – 2015 World Watch List – que salienta e lista as 50 piores nações que se encontram a perseguir os Cristãos. Esse relatório apurou que o “extremismo islâmico” é a principal fonte de perseguição em 40 dos 50 países da lista – isto é, 80% das nações onde os Cristãos vivem sob perseguição são países maometanos. Em relação aos 10 piores países onde há perseguição aos Cristãos, 9 de entre eles são países com maioria maometana – isto é, 90% das nações onde os Cristãos sofrem “perseguição extrema” são islâmicas.

Mas mesmo assim, levando em conta que a 2015 World Watch List tem a Coreia do Norte – um país comunista e não-islâmico – como o país mais perseguidor de Cristãos, porquê o ataque à identidade dos maometanos? Certamente que a perseguição aos Cristãos não é algo intrínseco do mundo maometano, mas sim um produto de regimes opressores e de outros factores socio-económicos – tal como o exemplo da Coreia do Norte sugere, e tal como muitos analistas e fontes mediáticas subscrevem, certo? 

Neste ponto, temos que fazer distinções importantes e muitas vezes confundidas.

Embora os Cristãos sejam de facto vítimas de perseguição extrema na Coreia do Norte, este tipo de perseguição engloba-se dentro da perseguição temporal e aberrante visto que um simples derrube do regime Norte-Coreano muito provavelmente iria colocar um ponto final à perseguição dum dia para o outro – tal como a queda da União Soviética Comunista testemunhou a perseguição religiosa a chegar ao fim rapidamente

No entanto, no mundo islâmico tal cenário não iria aliviar em nada o sofrimento do Cristãos. O mais provável é o contrário: sempre que os ditadores caem (frequentemente graças à intervenção dos Americanos) – Saddam no Iraque, Qaddafi na Líbia, uma tentativa em curso com Assad na Síria – a perseguição aos Cristãos aumenta de modo dramático. Actualmente, o Iraque é o 3º país que mais persegue os Cristãos, Síria o 4º e a Líbia o 13º.

O motivo para esta dicotomia é que a perseguição aos Cristãos feita pelos não-maometanos (na sua maioria, comunistas) está frequentemente enraizada num regime particular. Por outro lado, a perseguição aos Cristãos feita pelos maometanos não só é perene e existencial, transcendendo em muito este ou aquele regime, ou este ou aquele ditador, como faz parte da história, das doutrinas e da composição socio-política do islão; isto justifica a sua tenacidade e a sua ubiquidade.

Para além disso, o comunismo ateísta é um fenómeno relativamente novo – com cerca de 1 século – e, com o passar dos anos, o seu domínio (ou as variações da sua ideologia) tem diminuído muito, levando a que só um punhado de nações sejam hoje em dia comunistas.  Ao contrário disto, a perseguição islâmica aos Cristãos é tão antiga como o islão, e, apesar da supressão, sendo uma história bem documentada.

Para se compreender ainda mais as distinções entre a perseguição temporal e a perseguição existencial, levemos em conta a Rússia. Sob o comunismo, os Cristãos Russos foram fortemente perseguidos, no entanto hoje, depois da queda da União Soviética, a Rússia está a reclamar de volta a sua herança Cristã Ortodoxa (sendo proeminente entre as nações Ocidentais por revelar o seu apoio aos Cristãos vítimas de perseguição).

A Coreia do Norte – onde Kim Jong-Un é adorado como um deus e as pessoas encontram-se “protegidas” da realidade – parece estar a experimentar o que a Rússia sofreu sob a União Soviética. Mas se a até outrora-poderosa União Soviética  não conseguiu sobreviver, certamente que é uma questão de tempo até que as pequenas paredes da Coreia do Norte se desmoronem, com a consequente liberdade religiosa que as antigas nações comunistas têm experimentado. (De modo bem revelador, os únicos países da antiga União Soviética que ainda perseguem os Cristãos são países islâmicos, tais como o Uzbequistão, classificado como o 15º país que mais persegue os Cristãos, e o   Turcomenistão, o 20º – países onde há uma “perseguição severa” aos Cristãos.)

No entanto, o tempo não está do lado dos Cristãos que vivem entre os maometanos; é bem ao contrário. As histórias compiladas por maometanos medievais objectivos tornam bastante claro o facto de que, século após século de perseguição religiosa e discriminação são responsáveis por transformar um território que no século 7º era metade do mundo Cristão – Egipto, Síria, Turquia, Norte da África – no que é hoje casualmente chamado de o “mundo muçulmano”.

Um exemplo: na autoritária história do Egipto escrita por Taqi al-Din al-Maqrizi’s (c. 1442) – Egipto que era um centro Cristão enorme antes da invasão maometana – são recordadas histórias após histórias de maometanos a queimar igrejas, matar Cristãos, e escravizar as suas mulheres e crianças. A única forma de evitar isto por essa altura, tal como o é hoje em dia – algo que grupos como o Estado Islâmico deixam bem claro – era a conversão ao islamismo. Depois de registar um ataque forte de perseguição, onde alegadamente mais de 30,000 igrejas na Síria e no Egipto foram destruídas, o piedoso historiador maometanos conclui:

Devido a estas circunstâncias, muitos Cristãos tornaram-se muçulmanos.
 
Resumidamente, a perseguição islâmica feita aos Cristãos existe actualmente em 40 países como algo que faz parte dum continuo – ou “tradição” – que teve início há 14 séculos atrás. Tal como eu documentei em Crucified Again: Exposing Islam’s New War on Christians (onde as histórias de al-Maqrizi são referenciadas entre as páginas 39 e 41), o mesmo padrão de perseguição que existe no mundo maometano de hoje é idêntico ao dos séculos passados.
 
Uma consideração final: a Coreia do Norte, o único país não-maometano que faz parte dos 10 países que mais perseguem os Cristãos, é governado por alguém que é visto como um megalomaníaco desequilibrado. Por outro lado, as outras 9 nações não não dominadas por qualquer “culto-de-personalidade”, sendo, em vez disso, governadas de forma variada, incluindo democracias parlamentares (Iraque), repúblicas (Nigéria, Paquistão, Somália, Sudão, Síria), repúblicas islâmicas (Afeganistão, Irão), partidos-únicos (Eritreia), e monarquias (Arábia Saudita, classificado no 12º lugar). 
 
O denominador comum é que são todas nações islâmicas.
 
Portanto, a menos que haja um milagre (por parte da intervenção Ocidental ou reforma islâmica), muito depois do psicótico Kim Jong-Un já estar morto, dezenas de milhões de Cristãos e outros “infiéis” continuarão a sofrer perseguição extrema, até que o que teve início no 7º século atinja a sua plenitude e todo o mundo islâmico se torne “vazio de infiéis” .
 
Fonte – Raymond Ibrahim
 

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