Coreia do Norte desafia mundo lançando míssil intercontinental

Autoridades no Japão pediram reunião de emergência ao Conselho de Segurança da ONU.

A Coreia do Norte disparou na quarta-feira (29) o que parece ser um míssil balístico intercontinental de longo alcance, que terminou sua jornada nas águas do Japão após quase 1.000 quilômetros, informou o Ministério da Defesa dos Estados Unidos.

Este é o terceiro teste balístico de longo alcance feito pela Coreia do Norte este ano, depois dos testes de 2 de julho e 15 de setembro. Até agora, estima-se que foi o que alcançou maior altura, com 4.500 km, e de voo mais longo. Em um eventual ataque, o míssil pode chegar à América do Norte e à Europa.

O porta-voz do Pentágono, coronel do exército Robert Manning, confirmou que “o Ministério da Defesa detectou e rastreou um único lançamento de mísseis da Coreia do Norte hoje por volta de 1:17 da tarde”.

A avaliação inicial indica que se tratou de “um míssil balístico intercontinental (…) lançado de Sain Ni, na Coreia do Norte, ao norte de Pyongyang. Ele viajou para o leste cerca de 1.000 quilômetros antes de cair no Mar do Japão, dentro da Zona Econômica Exclusiva do Japão, uma área que se estende por 200 milhas náuticas da costa. Estamos trabalhando com nossos parceiros inter-institucionais em uma avaliação mais detalhada do lançamento”.

O lançamento balístico provocou momentos de tensão antes do seu impacto em águas japonesas.

Autoridades no Japão pediram uma reunião de emergência ao Conselho de Segurança da ONU sobre o míssil norte-coreano, informou a agência de notícias Reuters.

Por sua vez, o Departamento de Estado norte-americano declarou sua “forte reprovação (…) Significa uma ameaça para os vizinhos, a região e a estabilidade global”.

“A busca incessante da D.P.R.K. (Coreia do Norte) por armas nucleares e pelos meios para liberá-las precisa ser revertida. Juntos, a comunidade internacional deve continuar enviando uma mensagem unificada para a Coreia do Norte dizendo que a D.P.R.K. deve abandonar seus programas de armas de destruição em massa. Todas as nações devem continuar com fortes medidas econômicas e diplomáticas. Além de implementar todas as sanções existentes da ONU, a comunidade internacional deve tomar medidas adicionais para melhorar a segurança marítima, incluindo o direito de interceptar o tráfego marítimo que transporta mercadorias de e para a D.P.R.K “, acrescentou a Secretaria de Estado.



O Coronel Manning salientou que “o compromisso dos Estados Unidos com a defesa de seus aliados, incluindo a Coreia do Sul e o Japão, diante dessas ameaças, continua forte. Nós permanecemos preparados para nos defendermos e a nossos aliados de qualquer ataque ou provocação”.

Enquanto isso, a Coreia do Sul, segundo porta-voz do Pentágono, está organizando seu próprio teste de mísseis de “ataque de precisão”.

Desta forma, Manning acrescentou, um lançamento de mísseis pela Coreia do Norte “não representa uma ameaça para os Estados Unidos ou para os territórios dos Estados Unidos, e nem para os aliados”.

O mapa a seguir mostra a trajetória do míssil:

Míssil da Coreia do Norte (mapa de alcance) (Twitter/AFP)

Míssil da Coreia do Norte (mapa de alcance) (Twitter/AFP)

Este último teste balístico está sendo considerado como um grande desafio para o presidente norte-americano Donald Trump, que classificou recentemente o regime ditatorial de Kim Jong-un como um Estado “patrocinador do terrorismo”.



A seguir apresentamos uma cronologia dos testes balísticos da Coreia do Norte em 2017, de acordo com a agência sul-coreana de notícias Yonhap:

• 12 de fevereiro de 2017: Coreia do Norte lança um novo míssil balístico de médio alcance, Pukguksong-2, no Mar do Leste.

• 6 de março de 2017: Coreia do Norte dispara quatro mísseis balísticos a partir da base de lançamentos Dongchang-ri para o Mar do Leste.

• 22 de março de 2017: Coreia do Norte lança um míssil de sua costa leste que presumivelmente falhou. O tipo do míssil não foi confirmado.

• 5 de abril de 2017: Coreia do Norte dispara o que parece ser um tipo de míssil balístico de alcance intermediário KN-15.

• 14 de maio de 2017: Coreia do Norte dispara um novo míssil balístico de médio e longo alcance, o Hwasong-12, a partir de um local a noroeste. O míssil voou cerca de 700 km antes de cair no Mar do Leste.

• 21 de maio de 2017: Coreia do Norte dispara o míssil terra-terra Pukguksong-2, também conhecido como KN-15. Ele voou mais de 500 km.

• 27 de maio de 2017: Coreia do Norte lançou o que se presume ser um míssil guiado terra-ar, talvez um KN-06, a partir do leste.

• 29 de maio de 2017: Foi registrado o que se presume ter sido um teste balístico tipo Scud.

• 8 de junho de 2017: Coreia do Norte testa múltiplos mísseis de cruzador a partir de um navio.

• 4 de julho de 2017: Coreia do Norte lança um míssil balístico de uma província ao noroeste. Pyongyang afirma ter atingido uma altitude de 2.802 km e realizado um voo de 933 km.

• 28 de julho de 2017: Coreia do Norte lança um míssil balístico da província norte de Jagang, no Mar do Leste.

• 26 de agosto de 2017: Coreia do Norte dispersa três mísseis balísticos de curto alcance no Mar do Leste.

• 29 de agosto de 2017: Coreia do Norte lança um míssil balístico sobre o Japão, que alcança a altura de 2.700km, com um voo de 550 km.

• 15 de setembro de 2017: Coreia do Norte lança um míssil que atingiu a altura de 3.700km e um voo de 770 km. O Conselho de Segurança implementou novas sanções contra seu sexto teste nuclear.

• 28 de novembro: Coreia do Norte lança um míssil balístico intercontinental (ICBM) que voou cerca de 960km, atingindo uma altura de cerca de 4.500 km.

 

Fonte – Epoch Times

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