EUA acusam oficialmente Coreia do Norte por ciberataque ‘WannaCry’

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Tom Bossert, conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, e Jeanette Manfra, chefe de segurança na internet do Departamento de Segurança Nacional, em uma coletiva de imprensa nesta manhã, disseram que o ciberataque global que invadiu computadores de indústrias em mais de 150 países e custou milhares de dólares, em maio deste ano, foi culpa direta da Coreia do Norte (Mark Wilson/Getty Images)

O governo dos Estados Unidos acusou publicamente a Coreia do Norte de estar por trás do ciberataque do vírus WannaCry que infectou centenas de milhares de computadores em 150 países em maio passado.

Tom Bossert, conselheiro de segurança nacional da Casa Branca e Jeanette Manfra, chefe de segurança na internet do Departamento de Segurança Nacional, em uma coletiva de imprensa nesta manhã, disseram que o ciberataque global que invadiu computadores de indústrias em mais de 150 países e custou milhares de dólares, em maio deste ano, foi culpa direta da Coreia do Norte.

 

“O ataque foi generalizado e causou prejuízo de bilhões, e a Coreia do Norte é diretamente responsável”, escreveu Tom Bossert, assessor de segurança nacional do presidente Donald Trump, em um artigo publicado na noite de segunda-feira no Wall Street Journal.

“Depois de uma investigação meticulosa, os Estados Unidos atribuem publicamente o ciberataque em massa chamado WannaCry à Coreia do Norte”, disse ele.

“A Coreia do Norte tem agido muito mal, em grande parte incontrolavelmente, por mais de uma década, e seu comportamento malicioso está ficando cada vez mais assustador”, escreveu Bossert. “WannaCry foi por demais imprudente”.

Foto mostra o Serviço Nacional de Saúde da Grã Bretanha afetado pelo ataque (Daniel Leal-Olivas/AFP/Getty Images)

Foto mostra o Serviço Nacional de Saúde da Grã Bretanha afetado pelo ataque (Daniel Leal-Olivas/AFP/Getty Images)

O governo norte-americano identificou com “elevada margem de segurança” que uma entidade envolvida com pirataria conhecida como Lazarus Group, que trabalha em nome do governo norte-coreano, realizou o ataque WannaCry, disse o funcionário.

A Coreia do Norte negou repetidamente ter alguma responsabilidade pelo ataque do WannaCry e chamou as acusações de ciberataques uma campanha de difamação.

A acusação foi feita em meio a um aumento constante das preocupações com as capacidades de pirataria da Coreia do Norte e seu programa de armas nucleares.

Padrão de má conduta

Analistas de segurança, incluindo a empresa de segurança digital Symantec, bem como o governo britânico, já haviam concluído que a Coreia do Norte provavelmente estaria por trás do ataque WannaCry.

Tela de um laptop mostra mensagem depois de ter sido infectado pelo WannaCry (Rob Engelaar/AFP/Getty Images)

Tela de um laptop mostra mensagem depois de ter sido infectado pelo WannaCry (Rob Engelaar/AFP/Getty Images)

Considerado um ataque sem precedentes em termos de abrangência, WannaCry deixou inoperantes os hospitais britânicos, forçando milhares de pacientes a reagendar procedimentos, e interferiu na infra-estrutura e nas empresas ao redor do mundo.

As redes de computadores da empresa de remessa expressa de correspondência FedEx estão entre as mais atingidas. A empresa disse em setembro que calculou um prejuízo de 300 milhões de dólares como resultado do ataque.

Pesquisadores argumentam que WannaCry talvez tenha sido acidentalmente liberado pela Coreia do Norte quando hackers estavam desenvolvendo o código.

“O que vemos é um padrão contínuo de má conduta norte-coreana, seja através de ciberataques destrutivos, pirataria para obter ganhos financeiros, ou ataques à infra-estrutura em todo o mundo”, disse o pesquisador.

Os Estados Unidos consideram que a Coreia do Norte representa a maior ameaça à segurança nacional para os americanos, afirmou o secretário de Estado Rex Tillerson.

 

Além dos ciberataques norte-coreanos, sua má conduta internacional foi agravada pelo lançamento de mísseis sobre o Japão e por ameaças de ataque ao território norte-americano ou a de seus aliados.

Fonte – Epoch Times

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