Geólogos japoneses prenunciam grande terremoto de 8,6 graus e tsunami

0
14

Sismólogos japoneses preveem que, antes de 30 anos, um poderoso terremoto atingirá a área compreendida pelas Ilhas Kuril, da Rússia, e pela Ilha Hokkaido, pertencente ao Japão. A conclusão foi apresentada na terça-feira (19) por uma comissão governamental que estuda os riscos de futuros terremotos, informou a agência de notícias Tass.

A probabilidade de um terremoto superior a 8,6 graus na escala Richter é de 7% a 40%. Por outro lado, a probabilidade de vários terremotos entre 8 e 8,6 graus é de 60 a 70%, o que é bastante significativo. Isso pode acontecer entre hoje e mais 20 anos.

Os últimos terremotos nesta área têm ocorrido com uma periodicidade média de a cada 350 anos, com o último tendo sido no século XVII.

Mapa do Japão e das Ilhas Kuril (Wikimedia)

Mapa do Japão e das Ilhas Kuril (Wikimedia)

Os especialistas japoneses acreditam que o grande terremoto será acompanhado por tsunamis, o que além de destruição poderia acarretar sérias consequências para as áreas costeiras. Eles sugerem que poderia afetar a usina nuclear localizada na prefeitura japonesa de Aomori, a norte da ilha de Hoshu.

A usina nuclear Rokkasho, norte da Ilha Hoshu, no Japão (Wikimedia)

A usina nuclear Rokkasho, norte da Ilha Hoshu, no Japão (Wikimedia)

A memória da explosão nuclear de Fukushima após o terremoto e o tsunami de 11 de março de 2011 está latente nas mentes dos japoneses. Centenas de milhares de pessoas tiveram que abandonar suas casas devido à contaminação mortal. Após todos esses anos, a planta ainda permanece em emergência máxima de perigo de contaminação radioativa.

Além deste anúncio, sismólogos japoneses recentemente também previram outro forte terremoto, de 9 graus, seguido de um tsunami no sudeste da Ilha Honshu, o que pode afetar a vida de 320 mil pessoas.

A probabilidade é de 70% ao longo de uma extensão de cerca de 700 km no Oceano Pacífico. Nesta área, terremotos superiores a 8 graus costumam ocorrer a cada 100‒200 anos.

A Usina Nuclear de Fukushima após sua explosão, em março de 2011 (Wikimedia)

A Usina Nuclear de Fukushima após sua explosão, em março de 2011 (Wikimedia)

Em 11 de março de 2011, em frente à prefeitura japonesa de Miyagi, um terremoto de 9 graus seguido de um maremoto deixou 14.893 vítimas e 2.550 desaparecidos, além da contaminação pela explosão da usina nuclear de Fukushima.

“Esperamos que o nosso informe ajude as autoridades locais a tirar conclusões, melhorar a instrução e a conscientização da população sobre as ações necessárias durante um desastre”, afirmou o ministro da Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia do Japão em uma conferência de imprensa em Tóquio, segundo a Tass.

Fonte – Epoch Times

CURTA O CONSERVADORISMO DO BRASIL NO FACEBOOK

COMENTÁRIOS