Influência da China na Nova Zelândia “precisa ser discutida”

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern (centro), chega ao Parlamento para uma conferência de imprensa, acompanhada dos parlamentares Kelvin Davis (dir.) e Craig Robertson (esq.), em Wellington, em 19 de outubro de 2017 (Marty Melville/AFP/Getty Images)

As autoridades dos serviços de segurança da Nova Zelândia pediram uma resposta governamental mais firme a respeito da interferência política de Pequim em seu país.

Relatórios foram apresentados sobre o ambiente de segurança na Nova Zelândia aos líderes políticos do país, mas não nomearam nações interferentes. Mas especialistas dizem que o culpado é o Partido Comunista Chinês (PCC), informou o Financial Times.

“Nós pensamos que um diálogo mais amplo com o público, de forma regular e cobrindo uma ampla gama de questões de segurança nacional, apoiará uma abordagem de risco e resiliente no que diz respeito à segurança nacional, normalizando questões que muitas vezes podem parecer bastante abstratas ou distantes para a maioria dos neozelandeses”, disse um dos relatórios, de acordo com o Financial Times.

Outro relatório citou que “as atividades na Nova Zelândia no ano passado incluíram tentativas de acesso a informações sensíveis do governo e do setor privado e tentaram influenciar indevidamente as comunidades de expatriados”.

 

Anne-Marie Brady, professora de política na Universidade de Canterbury, disse que a China era certamente a nação mencionada no relatório de segurança.

“A comunidade de inteligência da Nova Zelândia está dizendo ao governo que eles têm um problema e que precisam lidar com isso publicamente, para expor essa questão à luz do dia”, disse Brady ao New Zealand Herald.

Em setembro, Brady publicou um documento de pesquisa que expôs elementos da influência do Partido Comunista Chinês na Nova Zelândia. Suas descobertas aumentaram as preocupações sobre doações políticas e cargos administrativos oferecidos a ex-ministros e parentes.

Brady escreveu num artigo publicado pelo Instituto Lowy que as tentativas de Pequim de obter influência política no exterior são generalizadas e difundidas.

“As atividades de influência [estrangeira] (de qualquer Estado) só podem prosperar se a opinião pública no Estado-alvo tolerar isso”, escreveu ela.


Matt Nippert, um repórter investigativo do New Zealand Herald, disse que o Partido Comunista Chinês usa uma abordagem abrangente.

“Você pode ver a influência do poder brando chinês em toda a mídia chinesa aqui e em todos os negócios que envolvem acordos, e inclusive dentro de ambos os partidos políticos [em que há] candidatos bastante simpatizantes” com os pontos de vista do regime chinês, disse Nippert.

Ele disse que não tem havido uma discussão sobre o poder brando chinês ou sua influência em seu país e muito menos reações contra isso, como tem ocorrido em outras nações.

Na vizinha Austrália, preocupação generalizada foi despertada recentemente sobre a interferência do Partido Comunista Chinês nos assuntos nacionais australianos. Reportagens contínuas da mídia resultaram no governo australiano introduzindo leis mais duras contra a interferência estrangeira, o que perturbou o regime chinês.

 

Fonte – Epoch Times

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