Aldeões no sudoeste da China arriscam suas vidas cruzando rios em tirolesas

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Cha Huilan e seu bebê, ambos do Condado de Liuku em Yunan, na China, utilizam diariamente uma perigosa tirolesa para atravessar o rio Nu.

Muitos habitantes do povoado Lazimi fazem isso quando precisam de alguma coisa da aldeia ou do mercado.

O violento Rio Nu (que significa “Furioso” em chinês), desce serpenteando a partir do Tibete ao longo da fronteira com Mianmar até Yunnan em corredeiras perigosas sobre rochas escarpadas.

Habitantes de origem étnica Lisu nesta região mantiveram por décadas o uso da tirolesa.

Cha, com 40 anos de idade, mãe de dois filhos, frequentemente usa a tirolesa para buscar remédios para sua mãe e para ir à igreja. Ela sempre leva junto o seu bebê de dois anos de idade.

“É muito desconfortável, mas temos que usá-la. O transporte aqui é inexistente. Se nós não usarmos a tirolesa, então não temos como nos comunicar. Se construíssem uma ponte, seria bom, mas por enquanto isso não vai ser feito”, disse ela.

O transporte por cabo é gratuito para os habitantes locais. Eles podem atender às suas necessidades e socializar. Em contrapartida, os visitantes e turistas devem pagar cerca de 50 yuan (8 dólares norte-americanos) por viagem.

Cerca de 20 a 30 aldeias da região ainda dependem das tirolesas como seu principal meio de transporte para cruzar o rio, informa a Agência Reuters. Mas elas nem sempre são confiáveis. Quando chove, ficam ainda mais perigosas devido às condições escorregadias.

O engenheiro Yun Zeong disse que em alguns lugares estão sendo construídas pontes e gradualmente as tirolesas estão sendo retiradas.

“Só que aqui a gente não tem ponte, por isso vamos atravessar de tirolesa, mesmo”.

Fonte – Epoch Times

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