Japão cria escritório especial para planejar abdicação de imperador Akihito

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O imperador, de 84 anos, manifestou sua vontade de deixar o cargo em agosto de 2016, mas as particularidades da Constituição japonesa e do sistema político do país asiático o obrigaram a postergar seu desejo

O governo do Japão estabeleceu nesta quarta-feira (1º) um escritório especial para organizar todos os ritos e cerimônias relacionadas com a abdicação do imperador Akihito, prevista para o final do mês de abril de 2019, além de outros trâmites necessários.

O novo secretariado foi inaugurado hoje, em Tóquio, pelo primeiro-ministro Shinzo Abe e contará com 26 integrantes, liderados por Shigetaka Yamasaki, antigo diretor-geral do Escritório do Gabinete do Executivo e especialista em monarquia japonesa.

O objetivo desta será “se encarregar dos preparativos para a sucessão do imperador de maneira que cada cerimônia seja realizada sem contratempos”, disse hoje o ministro porta-voz do Executivo, Yoshihide Suga, em entrevista coletiva.

Entre as principais tarefas deste escritório consta preparar a cerimônia de abdicação de Akihito, que acontecerá no dia 30 de abril do próximo ano; a de ascensão ao trono do seu filho, Naruhito, prevista para o dia 1º de maio, e a coroação do novo imperador japonês, marcada para o dia 22 de outubro do mesmo ano.

Estas cerimônias solenes incluem ritos usados há mais de mil anos na Casa Imperial japonesa, ligados ao xintoísmo e que caracterizam a monarquia reinante considerada como a mais antiga do mundo.

O secretariado também contará com um comitê destinado a coordenar os trabalhos entre outros escritórios e agências do Governo em relação com a abdicação, que ajudará uma série de complexos processos legais e administrativos no país asiático, entre eles a mudança de era no calendário japonês.

O imperador, de 84 anos, manifestou sua vontade de deixar o cargo em agosto de 2016, mas as particularidades da Constituição japonesa e do sistema político do país asiático o obrigaram a postergar seu desejo.

Fonte – Epoch Times

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