Trump agradece a Kim por devolver restos mortais de soldados que lutaram na Guerra da Coreia

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Conflito teve início nas primeiras horas de 25 de junho de 1950, quando tropas norte-coreanas comandadas por Kim Il-Sung, avô do líder atual, cruzaram o paralelo 38 para invadir o território sul-coreano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, agradeceu na sexta-feira (27) a devolução dos restos mortais de soldados norte-americanos — que lutaram na guerra da Coreia (1950-1953) — pelo líder norte-coreano Kim Jong-un.

Esse ato representa mais um passo no cumprimento dos acordos e promessas feitos na Cúpula de Singapura entre os dois líderes.

“Depois de tantos anos, este será um grande momento para muitas famílias, graças a Kim Jong-un”, Trump escreveu no Twitter.

Anteriormente, a casa Branca anunciou em um comunicado que um avião C-17 da Força Aérea dos Estados Unidos, com membros do Comando das Nações Unidas a bordo, havia retirado os restos mortais no aeroporto da cidade costeira de Wonsan, a leste da Coreia do Norte.

“Hoje, Kim Jong-un está cumprindo parte do compromisso que assumiu com o presidente de devolver nossos membros do serviço militar dos Estados Unidos que morreram em combate. Ficamos animados com a atitude da Coreia do Norte e com seu ímpeto para realizar mudanças positivas”, diz um trecho do comunicado.

Trata-se de 55 caixas com os restos de soldados que um avião da força aérea dos Estados Unidos levou a Pyeongtaek, na Coreia do Sul. Em 1º de agosto será realizada a cerimônia oficial de repatriação dos restos dos corpos dos soldados.

Guarda de honra da ONU carrega caixas contendo restos de soldados norte-americanos mortos durante a Guerra da Coreia de 1950-53 depois de chegar da Coreia do Norte, na base aérea de Osan, em 27 de julho de 2018 em Pyeongtaek, Coreia do Sul (Ahn Young-Joon–pool/Getty Images)
Guarda de honra da ONU carrega caixas contendo restos de soldados norte-americanos mortos durante a Guerra da Coreia de 1950-53 depois de chegar da Coreia do Norte, na base aérea de Osan, em 27 de julho de 2018 em Pyeongtaek, Coreia do Sul (Ahn Young-Joon–pool/Getty Images)

Após a cerimônia oficial de 1º de agosto, os corpos serão transferidos para um laboratório do Pentágono no Havaí que tentará identificá-los.

A guerra da Coreia teve início nas primeiras horas de 25 de junho de 1950, quando tropas norte-coreanas comandadas por Kim Il-Sung, avô do líder atual, cruzaram o paralelo 38 para invadir o território sul-coreano.

(Kim Hong-Ji/Getty Images)
(Kim Hong-Ji/Getty Images)

Uma força militar da ONU liderada pelos Estados Unidos contra-atacou desembarcando nos arredores de Seul, e então a ofensiva de Pyongyang desmoronou.

Depois, em 27 de julho de 1953, foi assinado um armistício, o que resultou na cessação das operações militares. No entanto, nenhum acordo de paz foi assinado, nem a guerra terminou, nem o desarmamento foi alcançado.

Durante a reunião entre os dois líderes em Singapura, Trump destacou com otimismo e confiança que Kim Jong-un irá cumprir seus compromissos, “principalmente sobre a questão da desnuclearização”, enfatizou.

Presidente Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un assinam documentos enquanto o secretário de Estado Mike Pompeo (dir.) e a irmã de Kim, Kim Yo-jong (esq.) observam a cerimônia durante a história cúpula entre Estados Unidos e Coreia do Norte no Hotel Capella, na Ilha Sentosa em Singapura, em 12 de junho de 2018 (Saul Loeb/AFP/Getty Images)
Presidente Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un assinam documentos enquanto o secretário de Estado Mike Pompeo (dir.) e a irmã de Kim, Kim Yo-jong (esq.) observam a cerimônia durante a história cúpula entre Estados Unidos e Coreia do Norte no Hotel Capella, na Ilha Sentosa em Singapura, em 12 de junho de 2018 (Saul Loeb/AFP/Getty Images)

“Hoje tivemos um encontro histórico, decidimos deixar o passado para trás, e estamos prestes a concretizar uma mudança histórica”, disse Kim durante a cúpula.

É muito simbólico que esta entrega dos restos mortais tenha se realizado no dia em que se celebrou o 65º aniversário da assinatura do cessar-fogo que terminou com a guerra da Coreia.

Além disso, ela acontece em um momento de aproximação pós-cúpula de Singapura, no qual Trump e Kim se comprometeram a melhorar as relações bilaterais e alcançar a desnuclearização. Em igual medida espera-se que esta boa relação abra as portas para a paz entre os países envolvidos nessa guerra e para a Península Coreana.

Fonte – Epoch Times

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