3 dicas de como lidar com seu professor de esquerda

Com o fim do carnaval e o início do período escolar, volta a preocupar o que é transmitido em sala de aula às futuras gerações. Se a qualidade do que é ensinado os capacitará para o mercado de trabalho, a empreender e produzir conhecimento é uma preocupação de todos. Porém, há ainda o receio de muitos pais com o conteúdo ensinado a seus filhos, com professores que fazem de aulas verdadeiros instrumentos de militância partidária aos estudantes.

É notável que existe um grau de enviesamento no ensino por parte de muitas matérias de humanas. Há quem fale em doutrinação e, de fato, há casos de professores que impõem suas visões políticas aos alunos. Independentemente se você concorda ou não com a proposição legislativa, o Movimento Escola Sem Partido colocou essa importante questão em debate.

Um ponto a se considerar é que, com a internet, muitos estudantes de ensino fundamental e médio estão tendo acesso a conteúdos antes reservados apenas a quem chegava à graduação, ou mesmo a bibliografias inacessíveis até a universitários de outrora.

Nesse mesmo contexto, muitos desses jovens estão tendo acesso às ideias da liberdade e estão começando a questionar o que é ensinado em sala de aula. Vale enfatizar, porém, que o fato de seu professor ser de esquerda não significa que ele seja mal intencionado. Recebo muitas mensagens de alunos que discordaram de falas do professor perante a turma e recebem a oportunidade de se prepararem e ministrarem por alguns minutos (ou mesmo por toda uma aula) perante a turma suas visões de mundo e o que pesquisaram sobre determinados tópicos estudados pela turma. Um docente mau-caráter jamais permitiria esse espaço a um aluno. É óbvio que há militantes travestidos de professores, mas muitos deles simplesmente não tiveram acesso a bibliografias com visões contrárias. Professores não devem ser vistos como seus inimigos. Presuma sempre a boa-fé do outro lado.

De qualquer forma, o ambiente da escola pode ser ideologicamente hostil, e, por vezes, isso não possui relação com a postura do professor, mas do próprio material didático adotado pela escola. O conteúdo de alguns livros de história e geografia são irresponsáveis, romanceados e, por vezes, completamente inventados. Pensando nessas dificuldades, listo aqui 3 dicas para que você, que se encontra nesse momento da vida, possa ter uma experiência mais produtiva.

1) Seu confronto de ideias não deve ser com o professor, mas com seus colegas de turma

Dificilmente alguém que passou toda a vida repetindo o mesmo mantra ideológico e as mesmas ideias terá disposição para mudar de opinião e postura ao ser questionado por alguém que, aos seus olhos, mal saiu das fraldas. A depender de como você, aluno, se portar com seu educador, poderá sofrer represálias, advertências e, num quadro mais grave, até notas injustas. Nada disso fará um professor que deseja educar a turma ao seu modo de ver o mundo, com o intuito de impor sua visão político-partidária, mudar sua ideia.

Uma postura combativa, inclusive, pode fazer você ser mal visto por seus colegas, e querer debater a todo momento com seu professor em sala de aula, além de contra-produtivo, é partir da premissa equivocada.

Inicialmente porque parcela da turma já não presta atenção no conteúdo de uma aula normal; um percentual ainda menor, certamente, não está interessado em um debate sobre política entre você e o professor, cujo conteúdo não cairá na próxima prova. Em outras palavras, tenha ciência de que a maior parte de seus colegas simplesmente não liga, além do fato de que a visão do professor tende a se manter perante a sua. Porém, haverá dentre seus colegas uma minoria possivelmente interessada no assunto, e é como ela que você deve buscar dialogar.

Se o objetivo do professor é ensinar um lado, ensine outro. Mostre para seus colegas interessados material, vídeos e textos. Estimule o debate. Você vai se desenvolver e aprender muito nesta jornada.

2) Forme um grupo de estudos e promova eventos em sua instituição

Criar um grupo de estudo é relativamente simples: reunir alguns interessados, definir o tema dos encontros e manter uma regularidade entre eles. Pode ser sobre uma obra específica, um texto, um tema em voga, um debate entre os participantes. Os integrantes não precisam ser liberais, apenas interessados em se dedicar ao grupo e aprender. É uma atividade extracurricular que lhe proporcionará habilidades muito além do conteúdo dos temas abordados: liderança, planejamento e algum grau de gestão. Não há nada melhor para desenvolver suas soft skills, capacidades essenciais para o desenvolvimento individual e cada vez mais apreciadas no mercado de trabalho.

Há duas organizações que podem ajudá-lo nessa empreitada. Você não precisa estar sozinho nessa.

Para os estudantes de ensino fundamental e médio, o Liderança nas Escolas é uma organização que procura ensinar os jovens como e por que empreender, apresentando ainda as ideias da liberdade que embasam a prosperidade.

Já o Students for Liberty Brasil é focalizado em estudantes da graduação e disponibiliza treinamentos para desenvolver lideranças, abarcando centenas de grupos de estudos pelo país, o que o conecta a uma rede presente em todos os estados brasileiros.

Integrando ou não essas organizações, não deixe de estimular o debate entre seus colegas e promova palestras e eventos em sua instituição de ensino com alguma regularidade.

3) Não seja arrogante, por mais inteligente que você seja, sempre há muito a se aprender ainda

O escritor britânico Oscar Wilde costumava dizer que não era “jovem o suficiente para saber de tudo”, uma crítica direta a energia muitas vezes acompanhada de prepotência dos jovens.

Esse excesso de confiança em posições e opiniões comumente presentes na juventude muitas vezes atrapalha os indivíduos a avaliarem sua própria ignorância em determinado assunto, impedindo-os de saber que não sabem, e obstando-os a aprender mais sobre os temas. É o chamado Efeito Dunning-Kruger.

Muitos jovens chegam a um nível de prepotência que lhes faz estudar menos que deveriam – algo que certamente terá algum nível de prejuízo futuro. O fato de seu professor ser de esquerda não significa que você não possa aprender muito com ele. É importante que você estude o mainstream, até porque isso será cobrado de você em vários momentos de sua vida. Aproveite seus professores, busque tirar boas notas, contudo, estude em paralelo, veja sempre visões contrárias. Apresente-se como um estudante crítico, pois quem estuda possui a obrigação de criticar. Jamais perca o respeito de seus docentes, aproveite o máximo que eles possam te ensinar.

Ademais, ninguém gosta de gente arrogante, pois transmite uma imagem de que você se considera superior aos outros. O primeiro passo para seu grupo de estudos ser um sucesso é você ser alguém agradável. Acima de tudo, seja um “bom vizinho”.

Fonte – Instituto Liberal

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