As experiências científicas chinesas mais assustadoras já realizadas

0
334
(Esq.: captura de tela do YouTube/Dir.: Sunday Night, Ilustração)

Antes que possa haver um avanço na pesquisa científica, não é de surpreender que os cientistas façam vários experimentos que fracassam. Embora existam experiências científicas que devemos aplaudir porque elas melhoraram as condições da vida humana, existem outras que não devemos encorajar, como esses experimentos científicos chineses que mencionamos abaixo:

1. Bebês humanos geneticamente modificados

Em 25 de novembro de 2018, o MIT Technology Review informou pela primeira vez que um grupo de cientistas da Universidade de Ciência e Tecnologia do Sul (UCTS) em Shenzhen estava criando bebês geneticamente modificados.

No dia seguinte, He Jiankui, cientista responsável pelo projeto, declarou à Associated Press que os primeiros bebês geneticamente modificados, que mais tarde ficaram conhecidos como as gêmeas Lulu e Nana, já haviam nascido no mesmo mês.

(Anthony Wallace/AFP/Getty Images)
(Anthony Wallace/AFP/Getty Images)

He Jiankui, professor adjunto da UCTS, disse à audiência reunida na Cúpula de Modificação do Genoma Humano, realizada na Universidade de Hong Kong em 28 de novembro de 2018, que uma tecnologia de edição de genes chamada CRISPR-Cas9 havia sido usada para alterar os genes embrionários das meninas. Ele afirmou que o objetivo era tornar as meninas imunes à contaminação do HIV (o pai das meninas é HIV positivo, a mãe não).

A notícia foi recebida com indignação pela comunidade internacional e muitos questionaram a questão da ética relacionada à pesquisa.

O comitê organizador da Segunda Cúpula Internacional sobre Modificação do Genoma Humano também emitiu uma declaração condenando a pesquisa de He.

“Mesmo que as modificações sejam comprovadas, o procedimento foi irresponsável e não obedeceu aos padrões internacionais”, disseram os organizadores.

Pouco tempo depois, autoridades chinesas ordenaram que a pesquisa fosse interrompida e iniciaram uma investigação, apesar do fato de que, no início, o jornal estatal do Partido Comunista Chinês (PCC), o Diário do Povo, tenha noticiado favoravelmente seu trabalho.

Um casal que desistiu de participar da experiência porque não desejava ser como “ratos de laboratório” disse mais tarde à revista LifeWeek que lhes foi prometida a oportunidade de “selecionar o melhor entre uma série de embriões e zigotos geneticamente modificados a fim de ter um bebê mais saudável e inteligente”, de acordo com o Asia Times.

Além disso, se algo desse errado, a equipe de He se comprometeu a ajudá-los a “livrar-se de qualquer resultado indesejado e insalubre”.

Isso pode ser considerado uma conquista médica ou um passo para a produção de “bebês sob encomenda”?

2. Transplante de cabeça

Por mais desagradável que esse termo possa parecer, o transplante de cabeça já foi realizado. Mas é claro, até agora apenas em animais e cadáveres, não em seres humanos vivos… ainda.

Em janeiro de 2016, a New Scientist informou que o cirurgião chinês Ren Xiaoping realizou um transplante de cabeça em um macaco na China, disse o neurocirurgião Sergio Canavero, da Itália. O experimento foi patrocinado pelo regime chinês.

“O macaco sobreviveu ao procedimento sem lesão neurológica de qualquer espécie”, disse Canavero, mas em seguida acrescentou que o macaco só permaneceu vivo por 20 horas após a cirurgia por razões éticas.

Canavero, que disse ter realizado com sucesso transplantes de cabeça em camundongos e cadáveres humanos, disse ao mundo que o próximo transplante de cabeça em um ser humano vivo era “iminente”.

O anúncio foi recebido com críticas e ceticismo pela comunidade médica.

“A menos que Canavero ou Ren forneçam evidências reais de que podem realizar um transplante de cabeça, ou mais apropriadamente, de corpo inteiro em um animal grande que recupere funções suficientes para ter qualidade de vida, todo esse projeto é moralmente errado”, disse James Fildes, pesquisador sênior do Centro de Transplantes do Hospital Universitário de South Manchester, relatou o The Independent.

“Talvez o mais preocupante seja que esse esforço parece girar em torno do desejo de imortalidade, mas em cada caso é necessário um corpo para o transplante e, portanto, um humano precisa morrer como parte do processo.”

“Eu sou muito cético a esse respeito e é impossível saber o que foi feito porque não há artigo publicado”, disse Frances Edwards, professora de neurodegeneração da UCL. “Mas certamente, se isso fosse possível, seria um transplante de corpo inteiro em vez de um transplante de cabeça, afinal, quem a pessoa seria depois do procedimento?”

Até mesmo os médicos não querem ter de fazer tais transplantes.

“Eu não desejaria isso a ninguém. Eu não permitiria que alguém fizesse isso comigo, porque existem coisas muito piores do que a morte”, disse à CNN o presidente eleito da Associação Americana de Cirurgiões Neurológicos, Dr. Hunt Batjer.

Valery Spiridonov, cidadão russo que sofre de uma doença que causa desgaste muscular conhecida como doença de Werdnig-Hoffmann, inicialmente se ofereceu para ser a primeira pessoa a fazer um transplante de cabeça. Ele recuou em 2017, mas sua decisão não impediu Canavero de avançar com seu plano. Ele acabou encontrando um doador ou destinatário chinês, um detalhe que ele não quis revelar.

(Yuri Kadobnov/AFP/Getty Images)
(Yuri Kadobnov/AFP/Getty Images)

Mas junto com a obtenção de um doador ou receptor chinês vem o problema de quem se tornarão essas pessoas. Elas realmente deram seu consentimento para essa experiência?

Dois especialistas, Karen S. Rommelfanger, neuroeticista e professora assistente de Neurologia, Psiquiatria e Ciências Comportamentais na Faculdade de Medicina da Universidade de Emory, e Paul F. Boshears, acadêmico de Filosofia Comparada e professor assistente no Departamento de História e Filosofia da Universidade Pública de Kennesaw, compartilharam suas preocupações com a Newsweek depois de ouvir as notícias.

Eles acham que a cirurgia “não atrai” o povo chinês porque “as tradições filosóficas e espirituais predominantes na China não favorecem a doação de órgãos — para não mencionar a doação de cérebros — nem qualquer outro tipo de desmantelamento do corpo”.

“Parece improvável que exista uma demanda significativa por transplantes de cabeça humana na China”, acrescentaram.

3. Extração de órgãos vitais de pessoas ainda vivas

Todos nós já ouvimos falar de transplantes de órgãos, mas e quanto à remoção de órgãos vivos? A remoção de órgãos ainda em vida refere-se à remoção forçada de órgãos de “doadores” involuntários, que não deram seu consentimento para doar seus órgãos.

Conforme publicado anteriormente pelo Epoch Times, a ex-esposa de um neurocirurgião chinês, Annie (fictício), apresentou-se em 2006 para apresentar uma revelação surpreendente: cirurgiões chineses estariam envolvidos na remoção forçada de 2.000 córneas de praticantes do Falun Dafa em um campo de concentração localizado em Sujiatun, no nordeste da China.

Ex-esposa (Annie) de um neurocirurgião chinês fala em uma coletiva de imprensa e evento público na McPherson Square, Washington, em 20 de abril de 2006 (Epoch Times)
Ex-esposa (Annie) de um neurocirurgião chinês fala em uma coletiva de imprensa e evento público na McPherson Square, Washington, em 20 de abril de 2006 (Epoch Times)

Apresentado ao público em maio de 1992 na China, o Falun Dafa, também conhecido como Falun Gong, é uma antiga disciplina de cultivo baseada nos princípios da Verdade, Compaixão e Tolerância, e consiste em ensinamentos morais e cinco exercícios suaves.

Devido ao seu rápido aumento de sua popularidade, o regime comunista chinês proibiu a prática em julho de 1999, e muitos desses praticantes foram perseguidos e presos ilegalmente.

Praticantes do Falun Dafa fazem o primeiro exercício na cidade de Chengdu, província de Sichuan, China, antes de 1999 (Minghui.org)
Praticantes do Falun Dafa fazem o primeiro exercício na cidade de Chengdu, província de Sichuan, China, antes de 1999 (Minghui.org)

Após a prisão, muitos praticantes foram enviados para campos de concentração, de onde um número indeterminado deles nunca conseguiu sair; seus órgãos foram provavelmente removidos à força enquanto ainda estavam vivos, antes de seus corpos serem cremados, de acordo com a conclusão de várias investigações independentes.

Annie disse que depois de ouvir isso de seu ex-marido, ela não conseguiu aceitar que ele tivesse se envolvido com esse verdadeiro genocídio médico e se divorciou.

Annie não é a única testemunha do horrível comércio de órgãos praticado na China.

Um policial que trabalhava para o Departamento de Segurança Pública da cidade de Jinzhou, na província de Liaoning, nordeste da China, contou à Organização Mundial para a Investigação da Perseguição ao Falun Gong (WOIPFG, na sigla em inglês) em 2009 que ele havia visto em primeira mão a remoção de órgãos vivos.

Em uma sala de operações no Hospital Geral do Comando Militar do Exército Popular de Libertação (EPL) de Shenyang, dois cirurgiões militares removeram o coração e os rins de uma praticante do Falun Dafa por volta dos 30 anos de idade, sem o uso de anestésicos, informou a NTD.

(Epoch Times)
(Epoch Times)

“Quando a tesoura cortou um vaso sanguíneo no coração, ela começou a convulsionar, foi extremamente assustador”, disse ele. “Eu posso imitar seus gritos, mas eu não sou bom nisso. Seus gritos eram como se algo estivesse rasgando, rasgando, e então… sua boca ficou aberta, seus olhos estavam vidrados, sua boca aberta. Não posso continuar falando sobre isso”.

Aquilo foi demais para o policial. Depois de repreender os cirurgiões por abrir o corpo da mulher diante de seus olhos, ele foi rebaixado. Finalmente ele deixou o Departamento de Segurança Pública.

4. Plastinação de corpos humanos

Se você estava considerando chocante demais ouvir sobre o comércio de órgãos de pessoas vivas na China, aqui está outro caso horrível envolvendo corpos plastinados. Acredita-se que várias exposições de corpos, que ocorrem em todo o mundo, contenham corpos de praticantes do Falun Dafa.

(NTD Televisão)
(NTD Televisão)

A exposição mostra cadáveres humanos que foram preservados através do processo de plastinação, e o homem por trás da primeira exposição deste tipo é o anatomista alemão Gunther von Hagens.

A exposição causou fortes reações por causa de sua incapacidade de fornecer evidências sobre de quem eram os corpos que estavam sendo mostrados.

No entanto, von Hagens disse: “O que eu certamente nunca utilizo em exposições públicas são corpos não reclamados, de prisioneiros, corpos de pessoas internadas em instituições mentais e prisioneiros executados”, segundo a NPR.

(Christopher Furlong/Getty Images)
(Christopher Furlong/Getty Images)

A NPR informou que esta informação não foi verificada. “Na pior das hipóteses,” os corpos podem ser de “dissidentes mortos em uma prisão chinesa”.

Embora von Hagens afirme que os corpos foram obtidos de “doadores voluntários”, outra exposição similar, chamada BODIES, “diz sem rodeios” que os seus vêm de doadores não voluntários, ou para ser mais exato, são corpos “não reclamados”, disse o porta-voz da exposição BODIES, Roy Glover.

BODIES também publicou um aviso em seu site afirmando que os cadáveres vieram de “cidadãos ou residentes da China” e que “eles foram originalmente recebidos do Departamento de Polícia chinês”.

“O Departamento de Polícia da China pode receber corpos de prisões chinesas”, diz o comunicado.

(Epoch Times)
(Epoch Times)

Por que esses experimentos controvertidos estão sendo realizados na China? Seria devido a uma sociedade moralmente decadente e sem lei que chegou a isso depois de várias décadas de ditadura comunista?

A resposta pode ser encontrada no livro “Nove Comentários sobre o Partido Comunista” do Epoch Times.

Os Nove Comentários afirmam que nos quase 70 anos de seu governo, o regime chinês causou “um colapso total dos sistemas social, moral e ecológico, além de uma profunda crise para o povo chinês e, quiçá, para a humanidade”. Todas essas calamidades foram causadas pelo planejamento deliberado, organização e controle do PCC.

CURTA O CONSERVADORISMO DO BRASIL NO FACEBOOK

COMENTÁRIOS