China amplia repressão contra mensagens publicadas no Twitter

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A polícia da China está interrogando e detendo usuários do Twitter, embora a plataforma de rede social seja proibida no País e a imensa maioria da população não tenha acesso a ela.

Um cidadão passou 15 dias detido. A polícia da China ameaçou outra família. Uma terceira pessoa foi acorrentada a uma cadeira ao longo de oito horas de interrogatório. O único crime deles foi publicar mensagens no Twitter.

A acentuada campanha de repressão é a frente mais recente da campanha do líder comunista Xi Jinping para suprimir a atividade na internet. As autoridades estão ampliado seu controle para a vida dos cidadãos na rede.

“Se desistirmos do Twitter, perderemos um de nossos últimos espaços para o debate”, disse Wang Aizhong, ativista que disse ter sido obrigado pela polícia a apagar mensagens criticando Pequim, registra o “Estadão“.

Faz tempo que a China policia aquilo que seus cidadãos veem e dizem, incluindo na internet, mas a recente investida mostra a determinação do regime comunista para censurar o Twitter.

O microblog pode ter sido proibido na China, mas a plataforma desempenha um papel importante no debate político.

Para acessar o serviço no país asiático, uma pequena e ativa comunidade usa um software para burlar o controle do governo que define o que as pessoas podem ver na internet.

De acordo com uma estimativa feita com base num levantamento de 1.627 usuários chineses da internet no ano passado pela professora Daniela Stockmann, da Faculdade de Governo Hertie, na Alemanha, apenas 0,4% dos usuários da internet na China (ou cerca de 3,2 milhões de pessoas) usam o Twitter.

“Mesmo quando são assediados e intimidados, eles são muito corajosos e continuam publicando mensagens no Twitter. Trata-se de um ato de resistência contra a censura e a opressão”, disse a pesquisadora Yaqiu Wang.

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