Flávio Bolsonaro explica origem dos depósitos fracionados detectados pelo Coaf

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Flávio Bolsonaro disse que os depósitos fracionados são dinheiro vivo recebido em venda de apartamento e que o pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário da Caixa se refere a esse imóvel.

Em entrevistas exibidas no domingo (20), o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) afirmou que o pagamento de R$ 1 milhão de um título bancário da Caixa Econômica é referente a um apartamento que ele comprou na planta.

Flávio disse que a Caixa quitou a dívida dele com a construtora e que ele passou, então, a dever à Caixa. Disse ainda que vendeu o mesmo imóvel logo depois e que recebeu parte do valor em dinheiro vivo.

O filho do presidente Jair Bolsonaro alega que depositou o dinheiro na conta dele, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em 48 envelopes de R$ 2 mil, porque era o local onde ele trabalhava e que o valor era o limite para cada depósito no caixa automático.

Na sexta-feira (18), a Rede Globo mostrou que o relatório do Coaf apontou como atípico o fracionamento de depósitos na conta de Flávio Bolsonaro no período de um mês.

Em entrevista à Record, Flávio declarou:

“Eu não tenho nada a esconder de ninguém. Esse apartamento aqui foi pago direitinho, bonitinho. Estou mostrando a vocês qual é a origem. Tem origem, não é origem ilícita, não. Não tem origem em terceiros. Por que aparece dessa forma? Porque esse dinheiro, que era um dinheiro meu, era depositado na minha própria conta. E como tem que ser de dois em dois mil reais, […] foi feito dessa forma.”

E acrescentou:

“Não tem mistério nenhum, está tudo declarado, justificado no papel. Está tudo declarado ao Fisco [Receita Federal], está declarado na escritura. Se fosse algo ilícito, você acha que estava na minha conta? Não tem dinheiro ilícito na minha mão.”

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