Mina Córrego do Feijão tinha mais de 600 funcionários em Brumadinho

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A barragem da Mina do Feijão, localizada em Brumadinho, na Grande Belo Horizonte, se rompeu no fim da manhã desta sexta-feira (25).

A unidade pertence à mineradora Vale. Em nota, a empresa se limitou a declarar:

“Havia empregados na área administrativa, que foi atingida pelos rejeitos.”

O Corpo de Bombeiros contabiliza 200 pessoas desaparecidas, segundo as informações publicadas minutos atrás pela RENOVA.

O jornal local “O Tempo” listou algumas características importantes da Mina do Feijão, que contava com mais de 600 funcionários.

• A Mina Córrego do Feijão iniciou suas atividades no ano de 1956 por meio da Cia de Mineração Ferro e Carvão. Em 1973, passou para o controle da Ferteco Mineração e desde 2003 é dirigida pela Vale
• A unidade possui uma completa infraestrutura de lavra de minério e beneficiamento mineral, incluindo pilhas de estéril, barragens, além de estruturas associadas, de apoio e administrativas O pátio de estoque de minério é circundado por uma pêra-ferroviária onde se efetua o escoamento para os mercados externo e interno
• A Mina Córrego do Feijão emprega 613 empregados diretos e 28 terceiros, em 3 turnos sendo 1 de 6 horas e dois de 9 horas, operando 24 horas por dia, 7 dias por semana
• Existem baias de contenção de finos, que no caso de emergência na operação do rejeitoduto, serviriam para a contenção de rejeitos transportados por essa tubulação
• Na Mina de Córrego do Feijão, foram registradas 128 espécies da flora, distribuídas em 45 famílias, sendo que 49 se encontram em áreas de Floresta Estacional Semidecidual, 68 em savana (campo rupestre e campo sujo) e 11 em ambientes antropizados.
• A rede de monitoramento dos cursos d’água no entorno das minas Córrego do Feijão e Jangada é composta por vertedores de parede delgada, calha parshall, medidores de vazão móvel (“flowtracker”) e leitura de nível d’água subterrânea em piezômetros e indicadores de nível d’água. O plano revisado de monitoramento automático previa seis pontos de monitoramento nas comunidades do entorno das minas de Jangada e Córrego do Feijão, com medições diárias de acordo com o plano de fogo da mina


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