Damares é contra o feminismo que prega ‘ódio aos homens’

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Damares Alves, indicada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para o ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Brasilia, 06-12-2018. Foto: Sérgio Lima/Poder360

A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, se declarou incompreendida pela repercussão de algumas de suas falas.

Em entrevista publicada nesta segunda-feira (18), a ministra comentou a notícia sobre o suposto conselho para pais criarem suas meninas longe do Brasil:

“Pais e mães de meninas, podem ficar tranquilos. Vamos mudar essa situação para que possam criar suas princesas no Brasil.”

Questionada se podia ser definida como “antifeminista”, Damares Alves afirmou:

“Sou anti-ativismo exagerado. Tem pautas feministas que eu abraço. Por exemplo: salários iguais entre homens e mulheres e luta contra a violência. Se for para eu e as feministas irmos para as ruas de braços dados contra isso, eu vou. Mas sem o exagero de seios à mostra. Sem a doutrinação que parece pregar o ódio aos homens.”

Damares também voltou a explicar que seu discurso de que “meninos vestem azul e meninas vestem rosa” era uma metáfora:

“O ‘menino veste azul e menina veste rosa’ é uma metáfora extraordinária para mim. Como eu digo que menina é princesa e menino é príncipe. Onde está o erro? É tudo muito simbólico. Tanto é que descobri um projeto no Ministério da Cultura para o desprincesamento. Eu falo de princesa, eles falam de desprincesar. Eles podem falar que menino tem que vestir roupa neutra, eu não posso falar em azul. Para eles pode, para a ministra não pode. Mas isso acabou dando visibilidade ao nosso trabalho contra a erotização das crianças.”

Durante a conversa com a Folha, a ministro do governo Jair Bolsonaro também comentou sua relação com Lulu, índia que criou como filha:

“A Lulu é minha filha e ela tem certeza que sou mãe dela. O que une eu e minha filha são laços afetivos. Ela chegou em minha casa entre seis e sete anos. Somos mãe e filha. Existe um dispositivo jurídico que é adoção socioafetiva. Eu sou mãe socioafetiva de Lulu.”

E acrescentou:

“Você pode me perguntar: ‘por que você não adotou oficialmente Lulu?’ Porque Lulu tem mãe, pai e irmãos. Os pais de Lulu a amam. Quando eles me entregaram Lulu, foi para cuidar dela. Eles não me entregaram para adoção. Ela havia vindo para Brasília para tratamento de saúde e a conheci em uma instituição onde atuei como voluntária. Ela teve dificuldade de adaptação. Nunca falei sobre adoção com eles porque achava desnecessário.”

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