Wagner Moura compara Marielle ao terrorista Marighella

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Durante o Festival de Cinema de Berlim, o ator e diretor brasileiro Wagner Moura comparou a morte do terrorista Marighella com a morte da vereadora psolista Marielle Franco.

“Marighella, negro, revolucionário, foi assassinado por forças do Estado em 1969 no seu carro e, 50 anos mais tarde, uma vereadora negra morreu da mesma forma nas mãos, provavelmente, de agentes do Estado”, disse o diretor Wagner Moura, falando em inglês, durante entrevista na capital da Alemanha.

Marielle Franco, vereadora do PSOL do Rio de Janeiro, foi morta no ano passado em um crime ainda não elucidado pelas forças de segurança do Estado. O ator lembrou que Marighella e Marielle eram negros e de esquerda.

A questão da cor da pele gerou polêmica na internet, visto que o membro do Partido Comunista Brasileiro, Carlos Marighella, era mulato na vida real.

Indagado sobre o assunto, segundo o Boletim da Liberdade, o próprio Wagner Moura deixou claro que seu filme não é imparcial e explicou a escolha de um negro para o papel como forma de “usar o exemplo de resistência e idealismo” de Marighella “para motivar crianças e jovens afro-brasileiros”.

Deixando a controvérsia da cor da pele de lado, a comparação entre a vereadora Marielle Franco e o guerrilheiro marxista Carlos Marighella é também bastante questionável.

Na biografia de Marighella não consta apenas a filiação ao PC do B, mas o fato de ter rompido com o partido, de que era dirigente (oficialmente, foi expulso) e fundado a Ação Libertadora Nacional (ALN), o mais letal dos grupos terroristas de então.

Ele também tinha a pretensão de ser um pensador e um teórico da luta armada. Escreveu um Minimanual do Guerrilheiro Urbano em que faz a defesa aberta, explícita, sem meias-palavras, do terrorismo. Leia na íntegra AQUI.

Na narrativa esquerdista, aquela propagada por Wagner Moura e seus parceiros mundo afora, a luta armada de Marighella era contra uma ditadura militar. Na essência, em uma análise sem paixões, o guerrilheiro recorreu às armas para instaurar um regime comunista no Brasil.

Segundo a revista VEJA, Marighella era defensor de emboscadas e recomendava aos seus guerrilheiros que recorressem a ela, e sem piedade.

A vereadora Marielle Franco foi vítima de uma emboscada ainda sem solução.

Comparar um ao outro não faz sentido algum.

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