Ataque terrorista na Nova Zelândia foi transmitido ao vivo pelo Facebook

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Ataques simultâneos a três mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, deixaram ao menos 30 mortos e dezenas de feridos nesta sexta-feira (15). Três atiradores diferentes abriram fogo nos templos: um foi preso e dois seguem foragidos. O governo pediu à população local para não sair de casa.

O alvo principal dos atiradores foi a mesquita de Linwood, que estava lotada com mais de 300 pessoas, perto do Hagley Park, em Christchurch.

Um homem usou um rifle automático para atingir os muçulmanos. Ele transmitiu o massacre, ao vivo, pela internet. O vídeo mostra ele atirando sem parar enquanto caminhava. Depois, fugiu e ainda é perseguido pela polícia.

Segundo testemunhas, o atirador usava capacete, óculos e um casaco em estilo militar. Ele entrou no prédio dez minutos após o início das orações, que começaram às 13h30 (hora local). Foi descrito como branco, loiro, magro e de baixa estatura.

Policial escolta fieis que deixaram uma mesquita no centro de Christchurch — Foto: Mark Baker / AP Photo

Policial escolta muçulmanos que deixaram uma mesquita no centro de Christchurch — Foto: Mark Baker / AP Photo

Outro homem, suspeito de atacar outra mesquita, foi preso, informa a TV local, e um terceiro atirador é procurado. Há relatos de tiros em regiões da cidade.

O site do jornal britânico The Guardian diz que há um carro-bomba estacionado na Strickland Street, a cerca de 3 km do Hagley Park. Policiais foram enviados ao local.

Feridos por tiros em mesquita de Christchurch, na Nova Zelândia, são levados para hospital  — Foto: TVNZ/via REUTERS TV

Feridos por tiros em mesquita de Christchurch, na Nova Zelândia, são levados para hospital — Foto: TVNZ/via REUTERS TV

A primeira ministra Jacinda Ardern disse que esse é “um dos dias mais sangrentos da história do país”. “Esse tipo de violência não tem lugar na Nova Zelândia”. Ela definiu o ataque como “um ato de violência sem precedentes na Nova Zelândia”.

Ambulâncias em Christchurch — Foto: Rádio Nova Zelândia / AFP Photo

Ambulâncias em Christchurch — Foto: Rádio Nova Zelândia / AFP Photo

Ahmad Al-Mahmoud, de 37 anos, que rezava quando os disparos começaram, disse ao site Stuff que ele e outros fiéis quebraram vidros de janelas da mesquita para conseguirem escapar.

Pessoas que moram e trabalham na região dos ataques foram orientadas a permanecer dentro dos prédios e não circular pelas ruas.

Os policiais também esvaziaram a Cathedral Square, onde um grupo de estudantes realizava uma manifestação pedindo ações contra o aquecimento global.

Todas as escolas de Christchurch foram fechadas e os pais dos alunos receberam mensagens avisando que seus filhos estão em segurança.

Família muçulmana após tiroteio na mesquita Al Noor, em Christchurch — Foto: SNPA / Martin Hunter / Reuters

Família muçulmana após tiroteio na mesquita Al Noor, em Christchurch — Foto: SNPA / Martin Hunter / Reuters

Imagem mostra uma arma em veículo do atirador — Foto: AP Photo

Imagem mostra uma arma em veículo do atirador — Foto: AP Photo

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