Procuradora diz que matéria do Intercept tem ‘alterações de conteúdo’

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“Posso assegurar que possui dados errados e alterações de conteúdo”, afirma procuradora citada em supostas mensagens vazadas pelo Intercept.

O site Intercept divulgou, na madrugada deste sábado (29), mais umamatéria contendo supostas mensagens privadas de membros do Ministério Público Federal (MPF).

A reportagem “Moro viola sempre o sistema acusatório” atribuiu à procuradora Monique Cheker uma conversa vazada com Ângelo Goulart Villela.

Após internautas questionarem a presença de Villela na reportagem, o ativista Glenn Greenwald, cofundador do Intercept, confessou que o nome do procurador havia sido incluído por causa de um “erro de edição“.

Na manhã de hoje, Cheker disse não reconhecer “os registros remetidos pelo The Intercept” e assegurou que a publicação “possui dados errados e alterações de conteúdo”.

Em nota enviada ao site O Antagonista, Monique declarou:

“Sobre a parte em que o The Intercept diz que escrevi: ‘Desde que eu estava no Paraná, em 2008, ele (Sergio Moro) já atuava assim. Alguns colegas do MPF do PR diziam que gostavam da pro atividade dele, que inclusive aprendiam com isso’, esclareço que, conforme pode ser obtido publicamente dos meus assentos funcionais, durante praticamente todo o ano de 2008 eu trabalhei como procuradora de contas do Ministério Publico junto ao TCE do Rio de Janeiro, cargo que assumi em 2006. Nunca tinha ouvido falar do ex-juiz Sergio Moro, muito menos tive contato com alguém do MPF/PR. Tomei posse no MPF em dezembro de 2008, com lotação numa cidade do interior do Paraná. Da posse, seguiu-se logo o curso de ingresso e vitaliciamente em Brasília, e o recesso judicial, e só fui conhecer alguém do MPF/PR que já tinha trabalhado com o ex-juiz Sergio Moro, ou menção a esse nome, tempos depois.

Não reconheço os registros remetidos pelo The Intercept, com menção a minha pessoa, mas posso assegurar que possui dados errados e alterações de conteúdo, pelos motivos expostos acima.”

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